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Trump considera indultar aliados e vetar projetos de lei dos democratas

Presidente dos EUA afirma que perdoaria todos os que trabalharam com ele e prevê embates com o Congresso caso republicanos percam o controle legislativo

Redação Jornal de Brasília

02/11/2026 16h54

us politics trump

Foto: KEN CEDENO / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu a possibilidade, nesta segunda-feira (2), de conceder indultos a aliados e deu a entender que vetará eventuais iniciativas do Congresso caso os democratas tirem o controle legislativo dos republicanos nas eleições de meio de mandato desta terça-feira.

As pesquisas indicam altas probabilidades de os democratas assumirem o controle da Câmara dos Representantes e, em menor medida, do Senado, o que representaria um revés para Trump, que governou quase dois anos com o domínio de ambas as casas pelo seu partido.

Em um podcast do jornal New York Post, o presidente afirmou que concederá uma grande quantidade de indultos a seus aliados após estas eleições.

Questionado se indultaria “todos os que trabalharam” para ele, o republicano assegurou: “Nem sequer pensaria duas vezes (…) Eu faria isso. Fiz isso com os do 6 de janeiro”, acrescentou, referindo-se aos cerca de 1.500 indultos concedidos no primeiro dia de seu segundo mandato, em janeiro de 2025, a condenados ou acusados pela invasão do Capitólio em 2021.

Caso uma ou ambas as casas do Congresso passem para as mãos dos democratas, estes terão capacidade para impulsionar e aprovar projetos de lei.

O mandatário afirmou que exercerá seu direito de veto sobre as iniciativas de que não gostar: “Vou me transformar no senhor Veto”, disse Trump, acrescentando que estaria disposto a chegar a acordos com os democratas, a quem chamou de “pessoas que odeiam” os Estados Unidos.

“Eles vão te enviar propostas, você vai vetá-las e, no fim, depois de um ou dois meses de vetos contínuos (…), virão até você e chegarão a um acordo”, disse.

O Congresso pode derrubar o veto presidencial com o apoio de dois terços em ambas as casas, uma maioria qualificada que parece difícil de ser obtida pelos democratas.

AFP

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