O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou uma jornalista de “burra” nesta terça-feira, 12, ao responder uma pergunta que ela fez sobre os custos da construção de um novo salão de baile na Casa Branca. A ofensa ocorreu pouco antes de Trump embarcar para a China.
“Temos um salão de festas que está abaixo do orçamento; está sendo construído bem aqui. Eu dupliquei o tamanho dele porque, obviamente, precisamos dele, e, no momento, estamos dentro do orçamento, abaixo do orçamento e adiantados em relação ao cronograma”, diz o presidente ao ser questionado sobre o assunto.
Em seguida, a repórter comenta que o preço da obra “dobrou”. Trump se irrita e responde: “Eu dupliquei o tamanho dele, sua pessoa burra. Dá para dobrar o tamanho. Você não é uma pessoa inteligente”, afirma. Ele continua, dizendo que os EUA terão um “salão de baile adequado para a Casa Branca” (assista acima a partir dos 6 minutos e 17 segundos).
Na última quarta-feira, 6, o presidente anunciou que o projeto custará US$ 400 milhões, embora o preço original fosse US$ 200 milhões. Em uma publicação na Truth Social, ele afirmou que “a única razão pela qual o custo mudou é que, após estudos aprofundados, ele tem aproximadamente o dobro do tamanho e uma qualidade muito superior à proposta original”.
“O preço original era de US$ 200 milhões; o projeto concluído, com o dobro do tamanho e da mais alta qualidade, custará algo em torno de US$ 400 milhões”, escreveu Trump.
Em março, um juiz federal determinou a suspensão das obras até que o projeto receba aprovação do Congresso. Um tribunal de apelações, porém, liberou a construção temporariamente.
Ofensas contra jornalistas
Trump já ofendeu mulheres que trabalham na imprensa outras vezes. Entre casos notórios mais recentes, em novembro de 2025 ele fez uma série de insultos a jornalistas: chamou uma repórter de “estúpida” enquanto respondia a perguntas em sua residência na Flórida; criticou uma notícia do jornal The New York Times que destacava sua idade e crescentes sinais de fadiga, falando que a autora do texto era “feia”; se referiu a uma jornalista como “porquinha”; e disse que outra repórter era “uma pessoa terrível”.
Estadão Conteúdo