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Trump ameaça países que derem apoio ao Irã

Presidente dos EUA falou em consequências econômicas para quem oferecer apoio vital ao Irã, em meio à guerra ao lado de Israel e às tensões no Estreito de Ormuz.

Redação Jornal de Brasília

20/08/2026 11h31

president trump returns to washington

Foto: AARON SCHWARTZ / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu que países que ofereçam “qualquer tipo de apoio ao Irã” podem enfrentar consequências econômicas, em meio à guerra iniciada ao lado de Israel há quase seis meses e ao aumento das tensões no Estreito de Ormuz.

Em mensagem nas redes sociais nesta quarta-feira (19), Trump prometeu “guerra econômica e isolamento em escala sem precedentes”, sem detalhar quais medidas poderiam ser adotadas. Ele afirmou ainda que qualquer país que permita que instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais ofereçam apoio vital ao Irã enfrentará consequências econômicas tremendas.

O conflito, segundo a notícia, já deixou milhares de mortos e abalou os mercados globais. O Irã também demonstra capacidade de restringir o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de um quinto do petróleo comercializado mundialmente antes de fevereiro.

Trump e o Irã anunciaram dois acordos de cessar-fogo, em abril e junho, com o objetivo de restaurar o livre fluxo de navios pelo estreito como passo para o fim do conflito, mas ambos ruíram rapidamente, apesar de Israel ter se retirado em grande parte dos combates.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, reagiu dizendo que os comentários de Trump tentam desviar a atenção da opinião pública norte-americana dos problemas financeiros internos dos Estados Unidos. Segundo ele, a insistência de Washington em políticas que classificou como fracassadas vai gerar mais fracassos e afastar os iranianos. No X, Araqchi afirmou que o “terrorismo econômico” dos EUA ameaça a economia global e a soberania nacional de países em todo o mundo.

Trump, por sua vez, ainda não alcançou os objetivos que estabeleceu no início da guerra: desmantelar o programa nuclear do Irã, restringir sua capacidade de atacar rivais regionais e criar condições para que os iranianos derrubem seus governantes clericais.

As ameaças também ocorreram em meio a novos movimentos diplomáticos e de pressão na região. Na terça-feira (18), os Emirados Árabes Unidos anunciaram a suspensão de todas as atividades comerciais, intercâmbios e transações financeiras com o Irã até segunda ordem, depois que o Ministério da Defesa do país informou ter detectado dois mísseis lançados do Irã que caíram no mar, informação considerada infundada por Teerã.

A China, que compra mais de 80% do petróleo exportado pelo Irã segundo dados de 2025 da empresa de análise Kpler, também reagiu. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, afirmou que sanções e pressão não resolverão o problema e apelou a todas as partes para que busquem uma solução por meios políticos e diplomáticos.

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