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Tribunal francês ordena que TotalEnergies preste contas pelas emissões de seus clientes

Decisão exige contabilização de gases de efeito estufa do uso de petróleo e gás, mas rejeita pedido de ONGs para redução forçada da produção

Redação Jornal de Brasília

25/06/2026 13h39

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Foto: AFP

Um tribunal francês ordenou, nesta quinta-feira (25), que a TotalEnergies contabilize as emissões de gases de efeito estufa geradas quando seus clientes usam seu petróleo ou gás, mas não a obrigou a reduzir suas atividades, como reivindicaram várias ONGs.

Estas organizações e a Prefeitura de Paris pediam que o tribunal interrompesse novos projetos de combustíveis fósseis e obrigasse a redução da produção de 37% no petróleo e de 25% no gás para o ano de 2030.

Os autores da ação acusam a gigante energética de não cumprir as obrigações de vigilância empresarial sobre riscos ambientais incluídas em uma lei francesa de 2017.

“Os riscos e impactos climáticos aos quais a empresa pode contribuir por meio de suas atividades se enquadram no âmbito de aplicação da lei”, declarou o tribunal neste caso, o mais recente de uma crescente onda de ações judiciais climáticas contra grandes empresas emissoras em todo o mundo.

A TotalEnergies argumenta que a lei se aplica unicamente às operações próprias da empresa e às de seus contratados, não à atividade dos clientes.

O tribunal declarou que o plano de vigilância da empresa está “incompleto” e concedeu à TotalEnergies um prazo de seis meses para modificá-lo e incluir as emissões dos usuários finais, conhecidas como de escopo 3.

A TotalEnergies se considera vítima de uma “demonização” por parte dos demandantes.

Seus advogados argumentam que a mudança climática continuaria mesmo que a empresa, que representa menos de 2% da produção mundial, encerrasse suas operações.

O Ministério Público de Paris também interveio no processo civil e apoiou a posição da TotalEnergies. Considera que impor às empresas uma obrigação de proteção muito ampla é inviável.

Outras grandes empresas poluidoras foram levadas aos tribunais.

No final de 2024, um tribunal de apelação holandês revogou uma sentença histórica que obrigava a Shell a reduzir suas emissões em 45% até 2030.

AFP

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