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Mundo

Trabalhadores de Fukushima passam por observação médica após alta radiação

Arquivo Geral

25/03/2011 10h52

Dois dos três operários feridos em um reator da usina nuclear de Fukushima, danificada pelo terremoto do último dia 11, ficarão sob observação médica por quatro dias, confirmou nesta sexta-feira em Viena a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea).

Em comunicado, a agência nuclear da ONU lembra que esses três trabalhadores, após se detectar que estavam submetidos a elevada radiação, foram evacuados do lugar, o que forçou a suspensão nesta quinta-feira dos trabalhos na unidade 3 da usina.

“Os três operários eram trabalhadores contratados que estavam conectando cabos no edifício de turbinas da unidade do reator 3. Em dois deles, detectou-se radioatividade em seus pés e pernas”, indica a nota.

Para tentar limpá-los da radiação, ambos foram banhados, mas desde então se mantém a possibilidade de uma queimadura de raios Beta na pele, acrescenta a Aiea.

A Aiea explica que os dois trabalhadores foram submetidos a monitoração no Hospital da Universidade de Fukushima, e transferidos em seguida ao Instituto Nacional de Ciências Radiológicas do Japão, onde devem permanecer sob observação por quatro dias.

“Cogitou-se a hipótese de os trabalhadores terem ignorado os alarmes de seus medidores de radiação por acreditar que os dados eram falsos e terem continuado trabalhando com os pés fundos em água contaminada”, assinala o organismo.

Segundo a nota, a Agência de Segurança Nuclear (Nisa) do Japão determinou à Tokyo Electric Power Company (Tepco) – empresa operadora do complexo atômico de Fukushima – que revise imediatamente o sistema de controle de radiação para evitar incidentes similares no futuro.

“Às 19h30 pelo horário japonês (7h30 de Brasília) de 24 de março, o número de trabalhadores na usina de energia nuclear Fukushima Daiichi, onde se tinha detectado radiação maior a 100 milisievert, totalizou 17. Os 14 restantes são funcionários da Tokyo Electric Power Company”, conclui a nota.

Em comunicado anterior, publicado nesta quinta-feira à noite, a Aiea reconheceu que, apesar de haver certos avanços nos trabalhos para melhorar a situação dos seis reatores de Fukushima, aumentou também a preocupação quanto à contaminação radioativa no entorno, nos animais e na água. Em resumo, a situação continua sendo “muito séria”.

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