SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
Manifestantes protestaram pelo terceiro dia seguido contra o escândalo envolvendo o Ueno Bank, que teve o fechamento decretado pelo Banco Central do Paraguai na madrugada de quarta-feira (4) e deixou os clientes impedidos de sacar o dinheiro que tinham na instituição.
Segundo os jornais Última Hora e ABC Color, sete pessoas foram detidas após depredarem uma agência do Ueno Bank na região central de Assunção. Um policial ficou ferido e foi levado a um hospital da capital paraguaia.
Os manifestantes levaram faixas contra o presidente do Paraguai, Santiago Peña, que anunciou sua renúncia ao cargo na quinta-feira (5) e foi investidor da holding do Ueno Bank até março de 2025.
Segundo as publicações, os protestos ficaram violentos à noite, quando os participantes passaram a jogar pedras, bombas de efeito moral e lixo em direção à agência.
Imagens de emissoras de televisão mostram que os policiais agiram para conter o protesto e a situação se agravou com confrontos com bombas de gás e jatos de água sendo usados pelos policiais.
Este foi o terceiro dia seguido de clientes na capital paraguaia. Os protestos começaram na terça-feira (3), quando foi anunciada a intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank após o índice de solvência, indicador que mede a capacidade de uma instituição financeira de absorver perdas, ter caído para 5,56%, menos da metade do mínimo regulatório no país (12%).
No mesmo dia, o presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, pediu renúncia do cargo. Ele foi nomeado para o cargo por Peña em 2023 e deixou a presidência do Ueno Bank para assumir o posto. Oito pessoas ligadas à instituição financeira também foram presas, incluindo o presidente, dois vice-presidentes e o fundador do banco.