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Soldados israelenses fecham 2 canais de televisão palestinos em Ramala

Arquivo Geral

29/02/2012 9h52

A rainha da Inglaterra, Elizabeth II, e seu marido, o duque de Edimburgo, vão inaugurar os Jogos Olímpicos de Londres 2012 no mês de julho, informou nesta quarta-feira um porta-voz do Palácio de Buckingham.

 

O casal estará presente em 27 de julho na solenidade de abertura no Estádio Olímpico, obra com capacidade para 80 mil pessoas.

 

Está previsto que mais de 1 bilhão de espectadores em todo o mundo acompanhem a cerimônia de abertura dos jogos pela TV.

 

A soberana britânica e o príncipe Philip também inaugurarão os Jogos Paraolímpicos nesse mesmo estádio em 29 de agosto.

 

Elizabeth II já inaugurou os Jogos Olímpicos de Montreal (Canadá) em 1976 e seu marido fez o mesmo, em nome da rainha, nos Jogos de Melbourne (Austrália) em 1956.

 

Em 1948, a última vez o Reino Unido celebrou Jogos Olímpicos, foi o rei George VI o encarregado de coordenar a cerimônia de abertura no estádio de Wembley. 

 

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    Arquivo Geral

    29/02/2012 8h36

    Soldados e funcionários do Ministério de Comunicações de Israel fecharam nesta quarta-feira duas emissoras de televisão em Ramala, após confiscar equipamentos de transmissão e computadores em diversas batidas efetuadas em solo palestino.

    A operação aconteceu nesta madrugada nas redações da emissora privada “Watan” e do canal “Al Quds”, ligado à universidade palestina de mesmo nome, informaram as redes.

    Além disso, quatro funcionários da “Watan” foram detidos durante algumas horas: o responsável de produção Abdul Rahman Thaher, a correspondente Hamza Salaymeh, o especialista gráfico Ibrahim Milhim e o locutor Ahmad Zaki.

    “Me prenderam junto com meus companheiros e armaram uma confusão enorme nos escritórios. Ficaram muito aborrecidos ao ver uma foto de Khader Adnan (um preso palestino que ficou 66 dias em greve de fome) pendurada na parede”, afirmou um funcionário à agência palestina “Ma’an”.

    Tanto o Exército como o Ministério de Comunicações israelense confirmaram a operação, enquanto o ministro de Telecomunicações palestino, Mashur Abu Daqa, condenou a ação.

    O porta-voz do ministério israelense, Yejiel Shavi, afirmou à Agência Efe que a transmissão palestina “interferia” nas ondas de rádio e televisão israelenses e na comunicação aérea, o que “poderia fazer com que um dia caísse um avião no aeroporto Ben Gurion”, perto de Tel Aviv.

    “Se os palestinos não fazem seu trabalho, teremos que fazê-lo nós mesmos”, disse, após argumentar que a operação respeita os Acordos de Oslo de 1993.

    Esses acordos preveem que tanto Israel como a Autoridade Nacional Palestina (ANP) devem zelar para que suas respectivas transmissões não gerem interferências, enquanto um comitê técnico de especialistas deve estudar as eventuais questões que surjam.

    As interferências de emissoras palestinas são uma queixa frequente dos colonos judeus na Cisjordânia, que afirmam ter dificuldades para escutar emissoras em hebraico em suas casas e em seus automóveis.

    Por sua vez, uma porta-voz militar israelense indicou que a operação foi feita “conforme a lei” e foi dirigida contra uma emissora “pirata” e “após inúmeros pedidos para que se fossem eliminadas as transmissões ilegais”.

    “As frequências utilizadas pela estação interferem em outras, incluindo as de canais legais e a comunicação aérea”, acrescentou, antes de relatar que foram confiscados vários transmissores.

    Por outro lado, o ministro de Telecomunicações palestino afirmou que Israel não tinha feito nenhum pedido prévio a respeito por meio dos canais oficiais e assegurou que as emissoras operavam de forma legal.

    “Ao colocar estas duas estações em ponto de mira, a ocupação israelense provoca nossa sociedade e nosso povo, especialmente os jovens”, disse em entrevista coletiva concedida em Ramala.

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