O governo da Síria chamou neste domingo para consultas seu embaixador no Cairo, Youssef Ahmed, em resposta à decisão das autoridades egípcias de convocar seu representante em Damasco, informaram à Agência Efe fontes diplomáticas sírias.
Embora a notícia ainda não tenha sido confirmada oficialmente, as fontes explicaram que Ahmed voltará provavelmente na segunda-feira à Síria a pedido do Ministério de Relações Exteriores.
Também hoje, o governo egípcio anunciou que seu embaixador na capital síria, Shawki Ismail, permanecerá no Cairo “até segunda ordem”. A decisão foi tomada após ele se reunir com o chefe da diplomacia egípcia, Mohammed Amro.
No último dia 12, a Liga Árabe decidiu retirar seus embaixadores da Síria e aumentar as sanções econômicas contra o regime de Damasco, e os esforços diplomáticos internacionais para isolar o regime de Bashar Al Assad vêm se intensificando. Em 6 de fevereiro, os Estados Unidos fecharam sua embaixada em Damasco e retiraram seus funcionários por motivos de segurança.
Paralelamente à retirada recíproca de embaixadores, os deputados egípcios da Assembleia do Povo (Câmara Baixa do Parlamento) pediram hoje a ruptura de relações diplomáticas com a Síria, e denunciaram as “massacres de seu regime contra seu povo”, segundo a agência oficial “Mena”.
O presidente do Parlamento, o islamita Saad Katatni, disse em plenário que “a maioria de países árabes tomou medidas contra o regime sírio” e que o Egito “se atrasou muito, portanto o Parlamento deve adotar agora uma decisão firme”.
Está previsto que em uma sessão a ser realizada ainda hoje seja submetida a votação um texto para pedir formalmente a interrupção de relações com Damasco, segundo a “Mena”.
Centenas de pessoas protestam há dias em frente à representação diplomática síria na capital egípcia para pedir a expulsão do embaixador sírio.