Síria e Iraque concordaram em restabelecer seus laços após mais de um ano separados por disputas diplomáticas, informou hoje a agência oficial síria, “Sana”.
A decisão foi adotada pelos chanceleres sírio, Walid Moualem, e iraquiano, Hoshiar Zebari, em uma reunião que mantiveram em Nova York, nos corredores da Assembleia Geral das Nações Unidas, informou a fonte.
Moualem, segundo “Sana”, revisou com Zebari “os laços entre os dois países irmãos” e nessa reunião, o ministro iraquiano inteirou o sírio “da decisão de seu Governo de enviar a Damasco o embaixador iraquiano o mais rápido possível”.
“De sua parte, Moualem recebeu bem essa decisão e afirmou que o embaixador da Síria em Bagdá também voltará o mais rápido possível”, acrescentou a agência oficial.
Os dois países chamaram seus respectivos embaixadores no dia 19 de agosto de 2009 durante uma disputa diplomática gerada por acusações iraquianas, que imputou Damasco de dar cobertura a dois líderes do partido Baath, grupo político do ex-líder Saddam Hussein.
Os dirigentes políticos eram Mohammed Yunis al-Ahmed e Satam Farhan, que as autoridades de Bagdá acusaram de estar por trás dos atentados contra dos ministérios que deixaram 155 mortos.
O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, pediu ao secretário-geral da ONU, Ban Ki moon, a criação de uma comissão internacional independente para analisar os ataques.
Essa atitude foi tomada como uma afronta por Damasco, que negou as acusações e se mostrou especialmente magoado, já que al-Maliki viveu como hóspede sírio por 20 anos, quando teve que se exilar por sua oposição ao regime de Saddam Hussein.
No entanto, a iniciativa de fechar as feridas entre os dois Governos começou na semana passada. Uma delegação de altos funcionários iraquianos foi à Damasco se reunir com o presidente sírio, Bashar al-Assad.