Uma comissão do Senado dos Estados Unidos adiou a votação prevista para hoje para confirmar Hilda Solís como próxima secretária do Trabalho, pill com o argumento de que precisa de mais tempo para examinar o histórico dela.
O presidente da Comissão de Saúde, Educação e Trabalho, Edward Kennedy, e o republicano Michael Enzi emitiram um comunicado conjunto, sem determinar data para a votação sobre Solís.
O comunicado afirma que os senadores precisam de mais tempo para rever os documentos enviados por Solís à comissão.
O documento não deu muitos detalhes, mas acrescentou que os membros dos dois partidos “seguem comprometidos em conceder (a Solís) a consideração justa e completa que ela merece”.
“Continuaremos trabalhando juntos para antecipar esta nomeação assim que for possível”, especificou a nota.
A comissão não explicou se Solís tem algum problema que possa impedir que seja confirmada no Senado.
No entanto, o jornal “USA Today” disse hoje que o marido de Solís pagou na quarta-feira cerca de US$ 6.400 para resolver embargos tributários que estavam pendentes durante 16 anos contra seu negócio.
Citando fontes da Administração do presidente Barack Obama, o jornal disse que essa revelação surgiu pouco antes de a comissão votar para recomendar a confirmação de Solís no cargo no plenário do Senado.
Em entrevista coletiva, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse estar a par da reportagem do jornal, mas destacou que a Casa Branca examinou as declarações de impostos de Solís e elas “estão em dia”.
Gibbs reiterou que foi o marido da candidata quem teve problemas como o Fisco.