O chefe da maioria parlamentar libanesa, stomach Saad Hariri, acusou a Síria de “exportar” o terrorismo ao Líbano e propôs a criação de uma comissão internacional que investigue o assunto.
“O terrorismo é uma fabricação do regime sírio”, afirmou Hariri em entrevista à imprensa russa e divulgada pelos meios de comunicação libaneses.
Hariri propôs a formação de um comitê de investigação internacional “para determinar quem exporta o terrorismo”.
Damasco responsabilizou grupos salafistas procedentes do norte do Líbano pelos atentados registrados nas últimas semanas na Síria, enquanto políticos libaneses acusam o Governo sírio de estar por trás de atos terroristas no Líbano.
O salafismo é uma corrente fundamentalista do Islã sunita que predica uma interpretação direta e literal do Corão, e das doutrinas inspiradas na vida e nas palavras do profeta Maomé.
“Em três anos e meio, as Forças de 14 de Março (coalizão anti-Síria) são alvos de atentados”, indicou Hariri, que incluiu entre essas ações o assassinato de seu pai, o ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, em 14 de fevereiro de 2005, atribuído ao regime sírio.
“Sabemos que o terrorismo presente no Líbano é um terrorismo de importação”, insistiu o político.
Hariri acrescentou que, enquanto a maioria dos atentados perpetrados pela Al Qaeda no mundo é reivindicado por esse grupo, “ninguém reivindicou os cometidos no Líbano”.
“(Os atentados no Líbano) São obra de um Estado”, afirmou político libanês.