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Russos e estrangeiros lembram 5 anos do fim do seqüestro que matou 130 reféns

Por Arquivo Geral 26/10/2007 12h00

Centenas de pessoas lembraram hoje em Moscou as 130 vítimas do seqüestro do Teatro Dubrovka, advice cometido por terroristas checheno há cinco anos.

Parentes das vítimas desta e de outras tragédias, sales como o massacre na escola de Beslan (2004), dos atentados de 11 de setembro nos EUA (2001) e contra o metrô de Londres (2005) se reuniram nas imediações do teatro para prestar homenagens.

“Passaram-se cinco anos desde que ocorreu a tragédia. Mas para nós o tempo ficou para sempre no dia 26 de outubro de 2002”, disse a mãe de um dos reféns mortos.

Durante o ato comemorativo, no qual discursaram vários dos familiares, foram soltos 130 balões brancos, o mesmo número de reféns mortos. Quase todos morreram na operação que as forças de elite russas lançaram no terceiro dia do seqüestro.

Foram colocadas flores em uma das paredes do teatro e penduradas fotografias dos 130 mortos. Na escadaria do teatro foram acesas dezenas de velas.

Em frente ao prédio, um telão reproduziu imagens da tragédia.

“Juramos perante o túmulo de nossos filhos não descansar até sabermos de toda a verdade”, disse a mãe de uma das crianças seqüestradas em Beslan, onde houve 333 mortos, 186 deles alunos.

Nenhum dos 40 terroristas chechenos escapou com vida do Teatro Dubrovka, onde tomaram como reféns os espectadores e os artistas do musical “Nord-Ost”.

Os terroristas exigiam o fim da guerra na Chechênia – a mesma exigência que outro grupo checheno teve atendida em 1995, durante o mandato de Boris Yeltsin, após seqüestrarem mais de mil pessoas no hospital da cidade de Budionnovsk.

No Teatro Dubrovka, as forças de segurança empregaram um potente spray, elaborado com uma substância anestésica 10 mil vezes mais forte que a morfina, para deixar seqüestradores e reféns inconscientes.

Segundo as autoridades, o alto número de mortos se deveu em grande parte à demora em prestar assistência médica.

Os parentes das vítimas, agrupados na associação “Nord-Ost”, recorreram ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos de Estrasburgo para esclarecer as responsabilidades das autoridades russas no evento.

Segundo uma pesquisa do Centro Levada de Opinião Pública, só 8% dos entrevistados consideram que a versão oficial dos fatos corresponde inteiramente à verdade. Para 73%, o Governo oculta conscientemente a verdade ou parte dela sobre o ataque terrorista e a operação de resgate.






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