Os serviços de segurança russos (FSB) informaram, nesta terça-feira (13), que prenderam um jornalista japonês acusado de espionagem, a quem se atribui ter coletado informações sobre as capacidades de defesa da Rússia na ilha de Sacalina, no Extremo Oriente, reportaram meios de comunicação estatais.
O FSB indicou que “foi aberta uma ação penal contra o cidadão japonês”, um repórter do jornal Hokkaido Shimbun, e que o correspondente está em prisão preventiva, informaram as agências de notícias TASS e RIA Novosti.
Moscou e Tóquio mantêm, há décadas, uma disputa territorial pela soberania de um arquipélago no oceano Pacífico, em frente à costa nordeste do Japão e ao sudoeste da região russa de Sacalina.
As Ilhas Curilas — conhecidas no Japão como os “Territórios do Norte” — estão sob controle russo desde o final da Segunda Guerra Mundial, quando foram ocupadas pela União Soviética.
O FSB divulgou, nesta terça-feira, um vídeo em que se veem agentes encapuzados invadindo um quarto de hotel, jogando um homem no chão e algemando-o.
O detido foi levado de avião para Moscou, onde um tribunal determinou que ele permanecesse em prisão preventiva. As autoridades não informaram quando ocorreu a prisão, nem quando foi realizada a audiência judicial. Essas acusações implicam o risco de uma pena de até 20 anos de prisão.
Nos últimos anos, a Rússia deteve vários cidadãos estangeiros e de países que considera hostis, acusando-os de trabalhar para os serviços de inteligência ocidentais.
As acusações costumam gerar dúvidas sobre seu fundamento. Em 2023, o jornalista americano Evan Gershkovich foi detido por acusações de espionagem e posteriormente condenado a 16 anos de prisão. Após passar quase 500 dias preso, ele foi libertado em uma troca de prisioneiros em 2024.
AFP