Menu
Mundo

Rússia alerta que guerra não vai desacelerar com negociações previstas

“A decisão de retomar as negociações trilaterais não implica nenhuma restrição às operações de combate”

Redação Jornal de Brasília

26/10/2026 9h48

russia belarus politics diplomacy

Foto: ANASTASIA BARASHKOVA / POOL / AFP

O Kremlin afirmou nesta segunda-feira (26) que as negociações previstas com os Estados Unidos e a Ucrânia não significarão uma suspensão da guerra, embora tenha se mostrado aberto a estabelecer tréguas humanitárias a nível local.

Em meio a uma escalada dos ataques, as partes devem se reunir em novembro sob mediação americana para tentar acabar com o pior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

“A decisão de retomar as negociações trilaterais não implica nenhuma restrição às operações de combate”, afirmou o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov.

“Nossas Forças Armadas continuarão realizando ataques em grande escala contra o complexo militar-industrial da Ucrânia”, insistiu.

O porta-voz do Kremlin, no entanto, afirmou que Moscou está aberto a estabelecer cessar-fogos “humanitários” na linha de frente, como o que começará na terça-feira na cidade de Oleshki, ocupada pela Rússia.

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, anunciou a trégua nesta cidade do sul da Ucrânia, onde os moradores dizem sofrer com a falta de comida, água e remédios.

Questionado se a Rússia considera mais tréguas locais, Peskov respondeu: “Por motivos humanitários, é claro”.

Nas últimas semanas, a Rússia intensificou os ataques com drones e mísseis contra a Ucrânia, atingindo instalações de energia nas proximidades das principais cidades.

Kiev denuncia a campanha como uma tentativa de mergulhar o país no frio e na escuridão durante todo o inverno (hemisfério norte).

Os ataques do ano passado deixaram milhões de pessoas sem aquecimento nem energia elétrica, com temperaturas que chegaram a -20°C.

As negociações entre as duas partes estão paradas desde o começo do ano. Além disso, as rodadas anteriores não conseguiram avançar para um acordo.

A Rússia exige mais territórios no leste da Ucrânia e amplas restrições militares e políticas sobre Kiev.

A Ucrânia e seus aliados europeus afirmam que as exigências equivalem a uma capitulação, que deixaria o país exposto a um futuro ataque russo.

AFP

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado