O senador Flávio Bolsonaro (PL) foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial deste domingo (25/10). O resultado torna Flávio o primeiro candidato a liderar o primeiro turno e perder a disputa desde a redemocratização, em 1989.
Ele quebrou uma tradição que durava sete eleições seguidas com segundo turno. Até agora, todo candidato que terminou a primeira votação na frente conquistou a Presidência na rodada decisiva.
Flávio havia recebido 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, realizado em 4 de outubro, contra 45,16% de Lula. A diferença foi de 2.232.309 votos, equivalente a 1,87 ponto percentual.
Nas semanas entre as votações, o candidato do PL buscou apoio de partidos e lideranças que não estavam ao seu lado inicialmente. A aposta, no entanto, não foi suficiente para confirmar a vantagem.
A sequência de vitórias da liderança do primeiro turno começou em 1989, com Fernando Collor de Mello derrotando Lula. O petista repetiu o feito em 2002, vencendo José Serra (PSDB), e em 2006, contra Geraldo Alckmin (PSDB).
Dilma Rousseff (PT) liderou e venceu José Serra em 2010 e Aécio Neves (PSDB) em 2014. Em 2018, Jair Bolsonaro (PL) confirmou o favoritismo sobre Fernando Haddad (PT). Em 2022, Lula liderou o primeiro turno e derrotou Bolsonaro pai.
As eleições de 1994 e 1998 não tiveram segundo turno, pois Fernando Henrique Cardoso (PSDB) conquistou mais da metade dos votos válidos na primeira rodada.
Com a vitória de agora, Lula garante seu quarto mandato e se torna o primeiro presidente eleito democraticamente quatro vezes no Brasil. Para a família Bolsonaro, é a segunda derrota consecutiva para o petista, após a perda da reeleição de Jair em 2022 por pouco mais de 2,1 milhões de votos.
Flávio Bolsonaro foi escolhido candidato em dezembro de 2025, superando a preferência de setores da direita e do Centrão pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele deixa o Senado em 31 de janeiro de 2027, ao fim do mandato.