O Reino Unido suspendeu neste sábado as restrições impostas à movimentação de gado após a detecção em agosto de um foco de febre aftosa em duas fazendas de Surrey, decease no sul da Inglaterra.
Segundo a veterinária assessora do governo britânico, Debby Reynolds, as restrições foram eliminadas porque “a febre aftosa foi erradicada no Reino Unido”. Também foi suspensa a delimitação da área de vigilância de dez quilômetros em torno das duas fazendas. Em ambas, os animais foram sacrificados, em um processo de limpeza e desinfecção.
As restrições foram suspensas um dia depois da divulgação de dois relatórios: um da Comissão de Saúde e Segurança (HSE) e outro do professor Brian Spratt, do Imperial College, sobre a possível origem do foco de aftosa.
Segundo os documentos, o foco foi conseqüência provavelmente de uma mistura de fatores, entre eles as inundações sofridas pelo país em agosto e o mau estado dos encanamentos do laboratório de Pirbright, a poucos quilômetros das fazendas afetadas. O laboratório lidava com amostras do vírus da aftosa para a fabricação de vacinas.
No entanto, os investigadores não puderam afirmar se a origem do foco, que causou prejuízos de milhões de libras ao setor da pecuária, é a farmacêutica Merial ou o Instituto de Saúde Animal (IAH), que compartilham o laboratório.
A febre aftosa é uma doença viral muito contagiosa que afeta principalmente porcos, ovelhas e vacas, e cujos sintomas são ulcerações na boca, nos mamilos, no tubo digestivo e nas patas.
Em 2001, houve no Reino Unido uma epizootia de febre aftosa que causou grandes prejuízos ao país, levando ao sacrifício de 6,5 milhões a 10 milhões de cabeças de gado e gerando perdas de € 12,5 bilhões.