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Reino Unido: Johnson afirma que não renunciará por festas durante a pandemia

Na semana passada, o premiê admitiu que participou da festa, mas explicou que a considerava uma reunião de trabalho

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, assegurou, nesta quarta-feira, 19, que não renunciará ao cargo, em meio à crise política causada por revelações de que ele participou de festas enquanto duras medidas sanitárias para conter o coronavírus estavam em vigor no país.

Em tensa sessão no Parlamento Britânico, Johnson negou ter mentido sobre um evento ocorrido em Downing Street, sede do governo, em 20 de maio de 2020, quando a Inglaterra enfrentava os efeitos da primeira onda de covid-19. Na ocasião, funcionários enviaram mensagens por e-mail pedindo para que os convidados “trouxessem a bebida”. “Peço sinceras desculpas por quaisquer erros de julgamento que foram feitos”, afirmou Johnson

Ministros de alto escalão de Johnson disseram acreditar nele – mas acrescentaram que o primeiro-ministro teria que renunciar se for provado que ele mentiu. Um número crescente de parlamentares do Partido Conservador expressou descontentamento com seu líder, à medida que cresce a pressão para derrubá-lo com um voto de desconfiança.

Na semana passada, o premiê admitiu que participou da festa, mas explicou que a considerava uma reunião de trabalho. “Sou absolutamente categórico, ninguém me disse: ‘este é um evento que vai contra as regras'”, disse. A servidora pública Sue Gray investiga o incidente e deve produzir um relatório na próxima semana.

Estadão Conteúdo








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