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Reino Unido fecha embaixada na Síria e retira diplomatas

Arquivo Geral

01/03/2012 9h04

O Governo do Reino Unido fechou sua embaixada em Damasco e retirou a equipe diplomática pela “deterioração da segurança” na Síria, informou nesta quinta-feira o ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague.

 

Em declaração parlamentar por escrito, Hague afirmou que o escritório diplomático foi fechado na quarta-feira, mas esclareceu que a decisão não diminui o compromisso de seu país em manter a pressão sobre o regime de Damasco para pôr fim à violência.

 

O Governo britânico reivindicou diversas vezes o regime sírio de Bashar al Assad a suspensão da violência contra civis, além de pedir que não atacasse a cidade de Homs e permitisse a entrada de ajuda humanitária.

 

Segundo o comunicado de William Hague, o embaixador britânico na Síria, Simon Collins, e sua equipe diplomática deixaram a Síria na quarta-feira e retornarão em breve ao Reino Unido.

 

Diante dessa situação, Hague pediu aos britânicos que ainda continuam na Síria e precisam de ajuda consular que entrem em contato com as outras embaixadas da União Europeia (UE) que permanecem abertas em Damasco.

 

O ministro expressou o apoio do Reino Unido à missão de paz do ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan como enviado especial da ONU e da Liga Árabe na Síria.

 

“Vamos trabalhar com o Conselho Nacional Sírio para apoiar uma oposição síria mais unida e representativa, com a visão de uma Síria pacífica, multiétnica e mais democrática”, ressaltou o chefe da diplomacia britânica.

 

De acordo com Hague, o Reino Unido manteve aberta a embaixada apesar da violência para acompanhar mais de perto a situação, mas considerou que a deterioração da segurança no país colocava “em risco” sua equipe diplomática.

 

Hague demonstrou na quarta-feira “espanto” com a informação de que o regime de Assad está preparando um ataque terrestre em grande escala contra a cidade de Homs, fez apelo às tropas do Exército sírio para que deixassem de atacar a população e defendeu que, se não o fizerem, terão de prestar contas por suas ações.

 

O Exército sírio lançou constantes bombardeios contra o reduto opositor de Baba Amr na cidade de Homs enquanto Damasco rejeita o pedido da ONU de visitar o país para avaliar a situação da população.

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