O presidente de Cuba, price Raúl Castro, diagnosis conclui hoje uma visita à Rússia cheia de nostalgia e que selou o reencontro de Moscou e Havana, more about apesar das diferenças ideológicas que separam agora os antigos aliados da Guerra Fria.
A Cuba socialista dos irmãos Castro e a Rússia do capitalismo pós-soviético assinaram um memorando de cooperação estratégica que renova os vínculos entre os dois países, abandonados nos anos 90 após a queda da União Soviética e seu comunismo.
“Deixamos a Rússia muito satisfeitos”, disse Raúl Castro em reunião com o ex-presidente e atual primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, a quem atribuiu o mérito de abrir uma “nova etapa” nas relações bilaterais com sua visita a Havana em 2000.
O irmão mais novo de Fidel deixa amanhã a Rússia após sete dias de visita, e leva debaixo do braço quase 40 acordos e, segundo o Ministério das Finanças russo, um pacote de créditos de US$ 354 milhões.
Inicialmente, como admitiram fontes da Chancelaria russa, estava prevista unicamente a concessão de um crédito de US$ 20 milhões, empréstimo que o analista político russo Leonid Radzijovski qualificou de “dádiva insultante”.
“Acho que em qualquer distrito de Moscou se roubam diariamente mais de US$ 20 milhões”, disse Radzijovski à rádio “Eco de Moscou”.
No entanto, durante as negociações oficiais entre o presidente russo, Dmitri Medvedev, e Raúl, “inesperadamente” foram firmados outros dois créditos, de US$ 150 e US$ 100 milhões, segundo fontes diplomáticas russas.
Moscou anunciou ainda o envio a Cuba de 25 mil toneladas de grãos como ajuda humanitária, seguidas mais tarde de outras 100 mil toneladas, segundo o vice-primeiro-ministro Igor Sechin, co-presidente pela parte russa da comissão intergovernamental Rússia-Cuba.
“Somos velhos amigos, estivemos lado a lado nos bons e nos maus momentos, e, como vocês dizem, os maus momentos são os melhores para conhecer de verdade as pessoas”, disse Raúl Castro ao chefe do Kremlin.