O rabino chefe de Haifa (Israel), pilule Shear-Yashuv Cohen, there rejeitou hoje a beatificação do papa Pio XII, pois, afirmou, ele levantou a voz contra o regime de Hitler.
“Achamos que não deveria ser beatificado ou considerado como modelo quem não levantou a voz, mas tentou nos ajudar de forma secreta”, disse o rabino, após participar, hoje, no Sínodo de bispos no Vaticano.
O religioso, que fez estas declarações fora do Vaticano, afirmou que “fica o fato de que não falou, talvez porque tivesse medo ou por outros motivos. Mas a realidade é que não podemos esquecê-lo”.
Já o papa Bento XVI pensa de outra forma, já que, em 16 de fevereiro, recebendo os membros da fundação Pave the Way Foundation, formada por judeus e cristãos, assegurou que Pio XII “não poupou esforços” para ajudar os judeus perseguidos pelos regimes nazista e fascista.
O pontífice acrescentou que, sobre esse papa, que viveu os anos da Segunda Guerra Mundial (governou a Igreja Católica entre 1939 e 1958) “falou-se muito e nem sempre se fez Justiça a seu trabalho”.
No dia 9, Bento XVI oficiará uma missa por ocasião dos 50 anos da morte de Pio XII.
O processo de beatificação de Pio XII segue aberto e, por enquanto, não se sabe quando terminará, já que há muita documentação ainda sem estudar.