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Próximo ministro do Interior da Colômbia é uma vítima de Pablo Escobar

Rodrigo Lara, filho de ex-ministro assassinado pelo Cartel de Medellín, será o primeiro nome do novo governo de Abelardo de la Espriella, que assume em agosto com foco na governabilidade

Redação Jornal de Brasília

26/06/2026 13h43

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Foto: Juan Barreto / AFP

O presidente eleito da Colômbia, o direitista Abelardo de la Espriella, anunciou nesta sexta-feira (26) que um ex-congressista de longa data, vítima da violência política perpetrada pelo narcotraficante Pablo Escobar, será seu futuro ministro do Interior.

O direitista Rodrigo Lara é o primeiro membro do gabinete anunciado pelo advogado milionário, que assumirá o cargo em 7 de agosto com o desafio de garantir maiorias no Congresso, onde a oposição de esquerda exerce considerável influência sob a liderança do presidente em fim de mandato, Gustavo Petro.

Seu pai, Rodrigo Lara Bonilla, então ministro da Justiça durante o auge da luta contra o narcotráfico, foi assassinado a tiros a caminho de casa em Bogotá, em 1984, por ordem de Pablo Escobar.

Na época, o Cartel de Medellín estava em guerra com o Estado colombiano para impedir a extradição de seus líderes para os Estados Unidos.

De la Espriella anunciou a nomeação com um impactante vídeo gerado por inteligência artificial com tigres, um símbolo do político de extrema direita.

“Aquele que NUNCA, apesar de ser vítima de violência, deixou de trabalhar pelo seu país”, disse o presidente eleito na rede social X.

Lara tinha oito anos quando Escobar ordenou a morte de seu pai e exilou-se com a família na Europa, onde passou vários anos antes de retornar à Colômbia.

“Vamos forjar um grande acordo sobre os fundamentos que nos unem e que se projetarão ao longo do tempo”, escreveu Lara, advogado, ex-representante na Câmara Baixa e ex-senador até 2022.

AFP

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