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Procuradoria suspende detenção de autor de ‘atentado terrorista racista’ na França por motivos psiquiátricos

A internação permitirá avaliar “se o estado de saúde psiquiátrica é compatível com a possibilidade de prosseguir com seus interrogatórios”

Redação Jornal de Brasília

25/10/2026 9h26

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Foto por HANNAH MCKAY / POOL / AFP

A detenção do autor do “atentado terrorista racista” de sexta-feira (23), que deixou um morto e cinco feridos nas imediações de Paris, foi suspensa por motivos psiquiátricos, anunciou neste domingo (25) a Procuradoria Nacional Antiterrorismo (Pnat).

“Após um exame psiquiátrico de Kévin T. realizado na noite de sábado, a prisão preventiva foi revogada”, explicou a Pnat. “De acordo com as conclusões do perito psiquiatra, o interessado foi transferido para a ala psiquiátrica da Prefeitura de Polícia (em Paris) para passar por um período de observação psiquiátrica que pode durar 48 horas”, acrescentou.

A internação permitirá avaliar “se o estado de saúde psiquiátrica é compatível com a possibilidade de prosseguir com seus interrogatórios”.

As autoridades confirmaram a prisão preventiva de quatro pessoas de seu entorno, incluindo os pais do autor do atentado, informou à AFP uma fonte próxima ao caso.

O “atentado terrorista racista”, nas palavras do presidente Emmanuel Macron, chocou a França.

Na manhã de sexta-feira, Kevin T., de 39 anos, abriu fogo a partir de seu carro com uma arma automática contra várias pessoas em Trappes e La Verrière, ao sudoeste de Paris. Ele matou um francês de origem africana e feriu outros cinco.

O agressor tinha antecedentes, mas não estava sendo monitorado pelos serviços de inteligência e, quando foi detido, portava uma pistola-metralhadora e gás lacrimogêneo, segundo fontes policiais.

Além disso, havia instalado “três botijões de gás e chaves elétricas conectadas a um temporizador” em sua residência na cidade de Plaisir, com a intenção de explodir o imóvel, indicou uma fonte próxima ao caso.

Durante a busca em seu apartamento, os investigadores encontraram um exemplar do livro “Mein Kampf” (Minha luta), escrito pelo ditador nazista Adolf Hitler, assim como uma Bíblia e um Alcorão, acrescentou.

A Procuradoria informou neste domingo que a análise toxicológica realizada no homem revelou “a presença de maconha e cocaína em seu sangue”.

AFP

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