O procurador-geral da Espanha, Cándido Conde-Pumpido, vinculou hoje sete prisioneiros detidos por relação com a organização terrorista ETA com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Sete pessoas foram detidas nas últimas horas nas regiões espanholas do País Basco e Navarra por suposto vínculo à Askapena, considerada a rede da esquerda independentista basca para fazer propaganda no exterior.
O procurador-geral destacou relação dos sete detidos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
“É importante lutar contra este sistema de proteção que o terrorismo tem por meio de conexões internacionais, neste caso com as Farc, que é uma organização felizmente em decadência, mas que tem conexões internacionais”, afirmou.
Um dos detidos na operação contra a rede ligada à ETA é Walter Wendelin, considerado por alguns analistas como representante do Batasuna – braço político do grupo terrorista – na América Latina.
Walter Wendelin, de 53 anos, detido em Vitoria (País Basco, norte da Espanha), é considerado pelas forças de segurança como o líder da Askapena.
O rosto de Wendelin apareceu em uma fotografia que estava em um dos três computadores do falecido porta-voz das Farc, “Raúl Reyes”, tal como informou em março de 2008 o jornal colombiano “El Tiempo”.
“Raúl Reyes” morreu em março daquele ano em um ataque das tropas colombianas em território equatoriano.
Aparentemente, Wendelin viajou por diversos países latino-americanos como membro da Askapena para promover entre organizações extraparlamentárias “o apoio ao movimento independentista basco”, disseram representantes do grupo chileno Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR).