O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, renunciou ao cargo, informou nesta quarta-feira (25) a secretária da Assembleia Nacional, menos de dois meses após a queda de Nicolás Maduro.
Saab, no cargo desde 2017, defendia o retorno de Maduro, capturado em uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro, e condenou a incursão como ilegal e violadora do direito internacional.
O advogado se apresenta como defensor dos direitos humanos. A oposição o criticava por fazer vista grossa a denúncias de abusos por parte das forças de segurança.
O Parlamento recebeu um comunicado dirigido a Jorge Rodríguez, chefe do Legislativo, assinada por Saab, “mediante a qual apresenta sua renúncia ao cargo de procurador-geral da República”, leu a secretária durante uma sessão parlamentar.
Da mesma forma, a secretária informou sobre a renúncia de Alfredo Ruiz à frente da Defensoria do Povo, órgão cuja função é a promoção dos direitos humanos.
Rodríguez mostrou aos parlamentares as cartas que recebeu tanto de Saab quanto de Ruiz “nas quais expressam sua decisão de renunciar ao respectivo cargo de procurador-geral da República e de defensor do povo”, indicou.
Segundo o chefe do Parlamento, o procedimento constitucional determina a designação de um comitê de postulações. “Vamos proceder à escolha de uma encarregada ou de um encarregado para ambos os cargos enquanto o comitê de postulação é ativado”, afirmou durante a sessão.
Saab está sob sanções dos Estados Unidos desde 2017, em meio a questionamentos por violações de direitos humanos no país.
Ele é considerado um dos colaboradores mais próximos da chamada “Revolução Bolivariana”, e seus detratores o acusam de servir ao chavismo.
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