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Premiê britânico discute projeto petrolífero nas Malvinas em conversa com Trump

Durante a conversa desta sexta-feira, Burnham e Trump “falaram sobre o projeto Sea Lion”, informou o governo britânico em um resumo do telefonema.

Redação Jornal de Brasília

23/10/2026 18h42

us president donald trump speaks at a campaign rally

Foto por BRENDAN SMIALOWSKI / AFP

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, discutiu nesta sexta-feira (23), em uma conversa por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, as “consequências econômicas” da tentativa da Argentina de bloquear um projeto petrolífero britânico-israelense perto das disputadas Ilhas Malvinas.

Na semana passada, a Argentina solicitou ao Tribunal Internacional do Direito do Mar (TIDM) que bloqueie o projeto conjunto de exploração de hidrocarbonetos na costa das Malvinas, no mais recente episódio da disputa pela soberania do território.

Durante a conversa desta sexta-feira, Burnham e Trump “falaram sobre o projeto Sea Lion”, informou o governo britânico em um resumo do telefonema.

“O primeiro-ministro abordou as consequências econômicas que as medidas coercitivas da Argentina têm para o Reino Unido e os Estados Unidos e reiterou a importância de respeitar o direito dos habitantes das ilhas de explorar seus recursos naturais”, afirmou.

O Reino Unido e a Argentina travaram em 1982 uma guerra breve, mas sangrenta, de dez semanas por essas ilhas do Atlântico Sul, conhecidas pelos argentinos como Malvinas, que não conseguiu alterar seu status de território administrado pelo Reino Unido.

Os próprios habitantes das ilhas votaram, por ampla maioria, em 2013, a favor de continuar sendo britânicos. Buenos Aires rejeita esse resultado.

O presidente argentino, Javier Milei, endureceu a posição de seu país em relação às Malvinas desde que Trump sugeriu estar aberto a rever a posição de Washington sobre o tema.

O governo de Milei tem como alvo especialmente o projeto petrolífero Sea Lion, liderado pela britânica Rockhopper e pela israelense Navitas, sob o argumento de que viola uma resolução da ONU que pede às duas partes que se abstenham de ações unilaterais até que a disputa seja resolvida.

Segundo Milei, o Sea Lion constitui “um saque ilegal” dos recursos naturais argentinos.

O presidente de direita também apoiou um projeto de lei que proibiria a exploração de qualquer recurso natural sem a autorização de Buenos Aires, o que agravaria a penalidade estabelecida em uma lei anterior.

Londres mantém sua posição de que as ilhas continuarão sendo britânicas e de que têm o direito de explorar seus recursos naturais “como considerarem mais adequado”.

O gabinete de Burnham não forneceu mais detalhes sobre o suposto impacto da recente medida da Argentina.

© Agence France-Presse

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