A prefeitura de Moscou autorizou nesta quinta-feira a organização de uma nova manifestação em protesto à fraude eleitoral nas eleições legislativas de dezembro para o dia 4 de fevereiro.
“A prefeitura acordou uma das opções (da rota) da manifestação proposta pelos organizadores”, confirmou nesta quinta-feira Aleksandr Gorbenko, porta-voz da prefeitura.
Um dos organizadores dos protestos, Vladimir Ryzhkov, escreveu em sua página no Facebook: “Tivemos negociações muito duras, mas conseguimos resultados excelentes. A rota e as datas estão estipuladas (…) Todos à manifestação por eleições limpas!”.
Poucas horas antes, Sergei Udaltsov, ativista da oposição não parlamentar, informou em sua página Twitter que as autoridades estavam acordando a rota da manifestação do protesto onde são esperadas ao menos 50 mil pessoas.
A autorização foi conquistada com muitas dificuldades, já que as autoridades em princípio se negaram a permitir a rota da manifestação proposta pela oposição e sugeriram a realização junto ao estádio Luzhniki, afastado do centro de Moscou.
Udaltsov, dono do recorde de dirigente opositor mais vezes detido, advertiu que a manifestação ocorreria no local escolhido com ou sem a permissão da prefeitura.
Desde os anos 90, Moscou não tinha manifestações tão grandes contrárias ao Governo como as de dezembro. No interior do país, em cerca de cem cidades russas, milhares de cidadãos também saíram às ruas para exigir novas eleições e a destituição do presidente da Comissão Eleitoral Central, Vladimir Churov.
Churov é apontado unanimemente pela oposição como o principal responsável pela “fraude eleitoral” nas eleições parlamentares em favor do partido governista Rússia Unida, a formação liderada pelo primeiro-ministro russo, Vladimir Putin.