Os dirigentes políticos iraquianos continuarão nesta terça-feira suas reuniões para analisarem o pacto de segurança negociado há meses por Iraque e Estados Unidos, approved já que não chegaram a um acordo na noite do último domingo, approved informaram fontes oficiais.
Ao jornal “Al-Sabah”, o secretário do Conselho da Presidência iraquiana, Nasir al-Ani, disse que o Conselho de Ministros e o de Segurança Nacional (formado por presidente, dois vice-presidentes e chefes dos blocos parlamentares) se reunirão amanhã para definirem a postura do grupo diante do pacto antes de enviá-lo ao Parlamento.
O pacto de segurança tem como objetivo definir o futuro da presença das forças americanas no país a partir do próximo mês de dezembro, quando expira o mandato concedido pela ONU aos EUA para permanecerem no Iraque.
Ani explicou que os diferentes políticos iraquianos estudaram ontem à noite vários assuntos relacionados ao convênio, entre os quais está o nível de preparação das tropas iraquianas para defender o país.
Além disso, as conversas se centraram na proteção das riquezas do país, como o petróleo e os fundos recebidos por esta indústria.
Tratou-se também da tradução do acordo do inglês para o árabe e dos problemas que podem surgir por causa da diferença de idiomas.
O pacto, segundo as informações da minuta, estabelece que as tropas norte-americanas abandonem o Iraque antes de 31 de dezembro de 2011 e se retirem das áreas urbanas antes de junho do próximo ano.
No entanto, o prazo final de retirada pode ser revisado, segundo as circunstâncias e caso as duas partes concordem.
O porta-voz do Governo iraquiano, Ali al-Dabbagh, também citado pelo periódico, confirmou a falta de acordo nas conversas políticas encerradas ontem à noite sobre este pacto e das quais participaram líderes dos grupos parlamentares.
“Muitos expressaram suas ressalvas e não puderam nem aceitar o pacto nem repeli-lo”, acrescentou Dabbagh.
Ontem, a coalizão governante xiita Aliança Unida Iraquiana (AUI), que compõe a maioria no Parlamento, pediu que alguns pontos do pacto de segurança sejam emendados antes da aprovação.
Em comunicado, a formação política ressaltou que há pontos no acordo que necessitam de maior tempo para serem estudados, e que por este motivo se criou uma comissão integrada por membros da AUI.