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Petróleo sobe com aumento das tensões no Oriente Médio

Barril do Brent fecha a US$ 106,06, enquanto ofensivas contra instalações energéticas e petroleiros ameaçam o abastecimento global

Redação Jornal de Brasília

14/10/2026 17h43

Foto: Karen Bleier / AFP

Foto: Karen Bleier / AFP

Os preços do petróleo subiram nesta quarta-feira (14), impulsionados pelas tensões entre os houthis do Iêmen e a Arábia Saudita, assim como pelo aumento dos relatos de ataques no Estreito de Ormuz.

O preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em dezembro, subiu 0,35%, a 106,06 dólares.

Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI), para entrega em novembro, avançou 1,01%, a 95,09 dólares.

“A retomada do fornecimento de petróleo bruto no Oriente Médio foi positiva durante setembro, com as exportações de petróleo dos países do Golfo se aproximando dos níveis anteriores à guerra”, afirmou a Agência Internacional de Energia (AIE), que publicou nesta quarta-feira seu relatório mensal sobre o mercado petrolífero.

No entanto, “a recente intensificação dos ataques contra infraestruturas energéticas regionais e o tráfego de petroleiros ameaça comprometer novos avanços”, explicou.

Os houthis pró-Irã do Iêmen reivindicaram nesta quarta-feira novos ataques contra uma instalação da gigante petrolífera saudita Aramco e contra o aeroporto de Riade.

“Os houthis parecem ter condições de atacar a Arábia Saudita à vontade, enquanto o reino parece indefeso diante desses ataques”, afirmou David Morrison, da Trade Nation.

Paralelamente, “ocorreram novos ataques contra embarcações no Estreito de Ormuz”, acrescentou.

Pelo menos dez embarcações foram atacadas na passagem marítima, ou em suas proximidades, desde domingo.

Desde o início de outubro, foram registrados 23 ataques, quase o dobro da média mensal de incidentes registrados desde o início da guerra.

“O Irã busca deliberadamente exercer pressão adicional sobre o mercado petrolífero” para enfraquecer o presidente Donald Trump antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, em novembro, afirmou Arne Lohmann Rasmussen, da Global Risk Management.

AFP

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