Pelo menos 15 pessoas morreram nesta quinta-feira na Síria, entre elas cinco soldados desertores, vítimas de disparos das forças de segurança e das ofensivas do Exercito em diversas zonas do país, informaram os Comitês de Coordenação Local (CCL).
O grupo afirmou em comunicado que morreram dez pessoas em Homs, duas em Damasco e uma em Idlib, Deraa e Hama.
Em Homs, um dos principais redutos dos rebeldes, dois soldados desertores perderam a vida, um na localidade de Qusair, em enfrentamentos com o Exército, e outro no bairro de Karm al Zaitun, ao ser atingido por um disparo efetuado de um centro de controle.
Também na cidade de Homs, quatro civis morreram numa ofensiva das forças leais ao regime de Bashar al Assad contra o bairro de Rifai.
Na localidade de Kanaker, na província de Rif Damasco, violentos choques foram registrados após a deserção de um grande número de soldados, segundo os CCL.
As forças de segurança e os “shabiha” (milicianos do regime) lançaram, além disso, uma ampla campanha de detenções e invadiram várias casas na localidade de Asal, nesta mesma província.
Em Yisr Masraba foram escutadas explosões e ocorreram enfrentamentos entre as forças do regime e o Exército Livre Sírio (ELS).
Esta nova jornada de violência aconteceu ao mesmo tempo em que grandes manifestações de apoio a Assad e contra o acordo de paz proposto pela Liga Árabe foram realizadas em várias cidades sírias.
A proposta da organização pede que o ditador transfira seus poderes para o vice-presidente e forme um Governo de coalizão que dirija o país até a realização de eleições livres.
Além disso, a Liga Árabe anunciou hoje que uma delegação do organismo, liderada pelo secretário-geral da instituição, Nabil al Arabi, viajará para Nova York no próximo sábado para se reunir com os membros do Conselho de Segurança da ONU para buscar apoio ao plano da organização.
Desde que começaram os conflitos contra o regime de Assad, em março do ano passado, mais de cinco mil pessoas morreram, segundo os últimos números da ONU.