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Parlamento britânico corre risco de incêndio por falta de reformas

Instalações elétricas obsoletas, as infiltrações recorrentes e os altos níveis de amianto estão entre os muitos problemas que afetam o Palácio de Westminster

Redação Jornal de Brasília

04/11/2026 14h18

palacio de westminster

Palácio de Westminster. Foto: AFP

O Palácio de Westminster, sede do Parlamento britânico, corre o risco de sofrer um incêndio “similar ao de Notre-Dame”, a catedral de Paris, se os deputados seguirem adiando sua reforma, alertaram vários parlamentares nesta quarta-feira (4).

As instalações elétricas obsoletas, as infiltrações recorrentes e os altos níveis de amianto estão entre os muitos problemas que afetam o Palácio de Westminster.

Algumas partes do prédio têm mais de 900 anos.

No entanto, a maior parte do complexo, inclusive a torre do Big Ben, foi construída no século XIX.

Por isso, serão necessários bilhões de dólares para reformar o prédio.

No entanto, há anos, os parlamentares não conseguem chegar a um acordo sobre este tema.

Segundo a Comissão de Contas Públicas do Parlamento, esses atrasos provocam um aumento descontrolado dos custos e acarretam o risco de uma “falha catastrófica”.

“A inação supõe, por exemplo, o risco de que a Câmara dos Comuns fique às escuras durante a abertura oficial do Parlamento”, declarou o presidente da comissão, o deputado Geoffrey Clifton-Brown, em alusão à cerimônia na qual o rei pronuncia o discurso no qual apresenta o programa legislativo do governo.

“Imaginem o impacto de imagens transmitidas em todo o mundo que mostrem chamas, como aconteceu em Notre-Dame, saindo do telhado do edifício e provocando a destruição do nosso patrimônio ou, pior ainda, causando feridos ou inclusive mortos”, acrescentou.

“Não se trata de riscos teóricos, mas de ameaças muito reais”, destacou.

Em 2018, os parlamentares votaram a favor de uma transferência temporária para permitir a realização das obras de reforma, mas ainda não conseguiram chegar a um acordo sobre como executar o projeto.

Uma das opções consistiria em desalojar completamente o Parlamento durante a maior parte das obras.

O custo poderia chegar a 15,6 bilhões de libras (aproximadamente 115,07 bilhões de reais, na cotação atual) e os trabalhos poderiam se estender por até 24 anos.

Outra possibilidade seria fazer um desalojamento parcial, de modo que no máximo 30% do pessoal permanecesse nas instalações durante as obras.

Neste caso, o custo é estimado em 39 bilhões de libras (287,6 bilhões de reais) e os trabalhos poderiam se estender por até 61 anos.

Segundo o calendário previsto atualmente, as obras não começariam antes de 2032.

Agence France-Presse

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