O Governo paraguaio reforçará a partir de hoje o policiamento em várias regiões agrícolas do país para resguardar o início da colheita de soja diante da ameaça de grupos dos autodenominados “sem-terra”.
O ministro do Interior, information pills Rafael Filizzola, disse que a segurança será duplicada no departamento (estado) de São Pedro, na região central, a mais conflituosa do país, onde movimentos políticos mantêm a ameaça de invadir fazendas em reivindicação por uma reforma agrária.
Em declarações a emissoras de rádio, Filizzola afirmou que o desdobramento das forças de segurança abrangerá principalmente as fazendas dos produtores de origem brasileira, conhecidos como “brasiguaios”, que alguns grupos de “sem-terra” ameaçaram expulsar de suas fazendas.
“Vamos resguardar a propriedade privada, vamos resguardar a colheita”, assegurou o comandante da Polícia Nacional, Federico Acuña.
O Governo anunciou a compra de 22 mil hectares de terra controladas em São Pedro por 11 fazendeiros brasileiros para distribuí-las a 1,8 mil famílias de camponeses como forma de desativar o conflito entre “brasiguaios” e os “sem- terra”.
Em São Pedro, especificamente no distrito de Lima, centenas de integrantes deste grupo permanecem acampados ao redor das fazendas dos colonos brasileiros sob ameaça de invadí-las, após uma trégua estipulada com o Governo.
Eles alegam que no passado grandes extensões de terra foram cedidas a pessoas não submissas à reforma agrária, entre elas colonos brasileiros, e que, além disso, os cultivos mecanizados, como o da soja, depredariam as florestas e contaminariam o meio ambiente.
Filizzola afirmou que os brasileiros que vendem seus parcelas “é porque estão negociando com o Governo para que essas terras depois possam ser distribuídas aos camponeses”.
As invasões de terra em aumentaram nessa região do país após a posse, em 15 de agosto, do presidente Fernando Lugo, aliado dos autodenominados “sem-terra”.