Atualizada às 12h40
Os países da União Européia se comprometeram neste sábado a buscar juntos uma solução para o estatuto do Kosovo, about it questão que consideraram fundamental para a credibilidade externa do bloco e para a estabilidade de toda a região dos Bálcãs.
“Não concebo que no final do processo vejamos os Estados Unidos firmes em sua posição, rx a Rússia firme na sua e a Europa em sua ausência”, disse o presidente rotativo do Conselho da UE, o ministro português Luis Amado.
Ao final de um debate entre os ministros de Assuntos Exteriores europeus sobre o futuro do Kosovo, Amado reconheceu em entrevista coletiva que “o risco mais crítico que enfrentamos (na União Européia) é o de não continuar juntos”.
A mesma mensagem foi transmitida pelo alto representante de Política Externa e Segurança Comum da UE, Javier Solana, para quem “a vontade da União é seguir unida hoje, amanhã e depois de amanhã”, ou seja, também depois de 10 de dezembro, data em que deverá ser tomada uma decisão sobre as pretensões independentistas desta província sérvia de maioria albanesa.
Os países da União Européia ouviram hoje o relato do embaixador alemão Wolfgang Ischinger, representante da União Européia no Grupo de Contato internacional (formado por União Européia, EUA e Rússia), que negocia há quase um mês com kosovares e sérvios uma saída para a questão do estatuto definitivo do território.
Solana disse em entrevista coletiva que o trabalho deste grupo, iniciado após as negociações ficarem bloqueadas no Conselho de Segurança da ONU, está tendo “começos promissores”.
Ischinger, que comparecia pela primeira vez neste sábado diante dos ministros para informar sobre sua missão, recebeu o apoio unânime dos membros da UE, segundo fontes européias e diplomáticas.
O embaixador também teve chance de observar as sensibilidades tão diferentes dentro da União Européia a respeito da questão do Kosovo.
Um grupo de países, liderado pelo Reino Unido e em uma linha próxima à americana, considera inevitável a independência da província, enquanto outro grupo, mais em sintonia com a posição sérvia e russa, defende prolongar as negociações o tempo que for necessário até chegar a um compromisso.
O comissário para a Ampliação da União Européia, Olli Rehn, em uma clara mensagem aos sérvios, ressaltou que “se trata do último período” para uma saída negociada. Solana também advertiu que “o processo não estará aberto indefinidamente”.