A Organização Preparatória para o Tratado de Proibição de Testes Nucleares (CTBTO) expressou nesta quarta-feira (29) sua esperança que após a anunciada moratória atômica da Coreia do Norte o regime stalinista também adote esse tratado.
Tibor Toth, secretário-executivo da Comissão, disse em comunicado emitido em Viena que “cumprimenta” que Pyongyang tenha acordado suspender seus testes nucleares, o que classificou como “um passo correto na direção adequada”.
“Minha sincera esperança é que este passo conduza depois à assinatura e ratificação do Tratado de Proibição de Testes (nucleares) por parte da Coreia do Norte “, acrescentou o ex-diplomata húngaro.
O CTBTO ainda não é constituído como organização, já que para a entrada em vigor do tratado é necessário que todos os 44 países com programas nucleares relevantes ratifiquem o pacto.
Destes Estados, oito ainda não ratificaram: Estados Unidos, China, Índia, Israel, Paquistão, Egito, Irã e Coreia do Norte.
Por isso, Toth expressou nesta quarta-feira sua esperança de que a ratificação norte-coreana “leve à entrada em vigor mais adiantada do tratado, junto com as outras sete ratificações pendentes”.
A Coreia do Norte foi o último país a realizar testes nucleares, em 2006 e 2009, que foram detectados pelo sistema de vigilância do CTBTO, que conta com uma rede de 300 estações de medição de tipos diferentes, espalhadas por todo o planeta.
A Coreia do Norte anunciou nesta quarta-feira que suspenderá temporariamente suas atividades de enriquecimento de urânio, assim como os testes nucleares e os lançamentos de mísseis de longo alcance, em troca de receber ajuda alimentícia dos Estados Unidos.