Essa confirmação foi feita à Agência Efe pela advogada de Omar bin Laden. Ela disse que foi negado o pedido de asilo “com desculpas ridículas” e “por motivos políticos” e que, portanto, seu cliente é obrigado a voltar ainda hoje ao Cairo, cidade de onde procedia quando chegou à Espanha, na segunda-feira passada.
Até a decolagem do vôo no qual Omar bin Laden viajará, a intenção de sua representante legal é tentar que pelo menos lhe deixem ir ao país que solicitar, em vez de viajar ao Egito, onde “os sauditas o esperam para levá-lo à Arábia Saudita”.
Omar bin Laden e sua mulher estudam três possíveis destinos, mas a advogada não quis precisar à Efe quais são, por motivos de segurança.
O Ministério do Interior espanhol e o Acnur se mostraram pela segunda vez contrários a conceder o asilo ao filho de Osama bin Laden, após reexaminar seu expediente, baseado em suas declarações e nas provas apresentadas para aprovar seu caso.
Após ser entrevistado de novo pelo Acnur, esta instituição emitiu um novo relatório que coincide com o redigido inicialmente e que propunha a rejeição do pedido.
A advogada de Omar bin Laden disse que, após a negação do asilo, apresentaram um recurso de medidas cautelares para tentar evitar a expulsão de seu cliente, que também foi negado.
“É uma indefensabilidade total”, disse a advogada, que lamentou que a Justiça espanhola lhes tenha dado “desculpas que não têm nada a ver com um estado de direito e que estão mais relacionadas a motivos políticos”.
Desde sua chegada à Espanha, na segunda-feira, em um avião procedente do Cairo, Omar Bin Laden esteve retido na sala de trânsito e não-admitidos do aeroporto de Barajas, em Madri.
Omar disse que pediu asilo na Espanha porque “não se sente a salvo nem no Egito nem em nenhum país da região”.
Já no começo do ano, tinha solicitado um visto para viver no Reino Unido junto com a esposa, de nacionalidade britânica, mas, meses mais tarde, foi negado, por considerar que poderia criar “alarme social”.
“Ele não tem culpa de ser filho de quem é”, disse a advogada, e disse que “o mais perigoso” que Omar fez na vida é “retirar minas antipessoais”. EFE