O primeiro-ministro israelense, buy Ehud Olmert, disse hoje à secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que o movimento islâmico Hamas deve ser “deixado à margem” de qualquer iniciativa na região, porém mostrou sua disposição de restabelecer a cooperação com a Autoridade Nacional Palestina (ANP).
“(Olmert) Disse a ela que o importante é manter à margem o Hamas de qualquer processo, e eles falaram da vontade de Israel de restabelecer a cooperação com os palestinos e dos passos dados pelo Governo (israelense) desde que o Hamas tomou o controle de Gaza”, disse à agência Efe David Baker, porta-voz do primeiro-ministro.
Baker destacou que Olmert expôs a Rice “todos os passos que deu para melhorar as condições de vida da população palestina, como a transferência de dinheiro ao Governo da ANP e a ajuda humanitária a Gaza”.
O premier lembrou à secretária de Estado “a anistia a indivíduos procurados (milicianos palestinos procurados pelos serviços secretos israelense) e a assistência que deu em questões de segurança”, referindo-se à recente transferência de uma carregamento de armas procedente da Jordânia às forças de segurança da ANP.
“Olmert disse a Rice que Israel estaria disposto a transferir à ANP o controle de cidades palestinas, mas se houver certas garantias de segurança”, afirmou o porta-voz.
Israel desmantelou o regime de autonomia palestina na Cisjordânia, em 2002, após a operação Muro de Defesa. Os centros urbanos palestinos estão sujeitos a operações militares israelenses a qualquer momento e divididos em cantões por centenas de controles militares nas estradas que os unem.
O porta-voz não especificou quais são as condições que Israel exige para reinstaurar o regime autônomo na Cisjordânia. Olmert e Rice também falaram esta noite da conferência de paz que os Estados Unidos querem convocar em outubro ou novembro para relançar o processo de paz na região.
Mas, segundo Baker, “se referiram a ela como um encontro, e não como uma conferência”. O primeiro-ministro disse a Rice que “dará as boas-vindas a qualquer país árabe moderado que queira participar dela”.