O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, insistiu hoje em sua reunião bilateral com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, que Pequim deve permitir “uma revalorização mais rápida e significativa” de sua moeda nos próximos meses.
Os dois líderes se reuniram hoje paralelamente à reunião da Assembleia Geral da ONU, em um encontro que começou com atraso e durou cerca de duas horas, muito mais do tempo inicialmente previsto.
As questões econômicas dominaram o encontro, indicou o diretor para a Ásia do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Jeff Bader, mas também abordaram assuntos como o programa nuclear iraniano, a situação no Sudão e as tensões entre Pequim e Tóquio após a prisão de um marinheiro chinês pelo Japão em águas do Mar Amarelo.
Segundo Bader, Obama pediu “uma revalorização mais rápida e significativa” nos próximos meses do iuane. A China, reiterou o presidente americano, “deve fazer mais que o que fez até o momento”.
Para Obama, as diferenças entre Pequim e Washington acerca da cotação da divisa representam “o problema mais importante que devemos falar hoje”.
O Governo chinês tinha afirmado na terça-feira que as pressões para permitir uma flexibilização de sua moeda eram “míopes”.
O Governo dos EUA reivindica a Pequim que permita um aumento da cotação do iuane, ao considerar que atualmente ela se mantém artificialmente baixa, o que encarece as exportações americanas para a China e concede uma vantagem injusta aos produtos da República Popular.
A China mantém um amplo superávit nas relações comerciais entre ambos os países, que em junho ficou em US$ 26,2 bilhões, o mais alto em um mês desde outubro de 2008.
Pequim, no entanto, nega que o desequilíbrio comercial tenha relação com a cotação de sua moeda.