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Mundo

Obama pede ao Congresso que aprove reforma do sistema financeiro

Arquivo Geral

14/04/2010 13h39

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu novamente hoje ao Congresso que aprove a reforma do sistema regulador do setor financeiro, ao reunir-se com líderes democratas e republicanos.

Durante a reunião na Casa Branca, Obama disse que quer “atuar com rapidez” sobre a reforma das instituições financeiras, que são sua prioridade legislativa depois da aprovação da reforma de saúde.

“Essa é a meta”, enfatizou o líder, para quem a reforma do setor financeiro é sua próxima prioridade legislativa após a aprovação da reforma de saúde.

Obama pediu “fortes mecanismos para regular os derivativos” que contribuíram para a crise financeira entre 2008 e 2009, mas negou a acusação dos republicanos de que a reforma financeira conduzirá a um novo “resgate” dos bancos.

“Se há uma lição que aprendemos é que simplesmente é inaceitável um mercado sem restrições no qual o povo assuma grandes riscos e espere que os contribuintes os resgate quando as coisas vão mal”, afirmou o chefe da Casa Branca.

A reunião com Obama incluiu os principais líderes democratas e republicanos das duas casas do Congresso, em um período de atritos partidários no Senado por causa da reforma do setor financeiro.

Vários líderes republicanos insistiram que um projeto de lei analisado pelo Senado, que permitiria o desmantelamento de grandes empresas com problemas financeiros, contribuiria para um “resgate sem fim” de Wall Street, “às custas dos contribuintes”.

O mesmo foi reiterado hoje em discurso pelo líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, antes de participar da reunião na Casa Branca.

Esse tipo de resgates, ressaltou McConnell, “é algo que os americanos disseram que não querem que se repita”.

Os democratas no Senado querem que o plano de reforma seja votado ainda no final deste mês.

Em declarações à emissora “MSNBC”, o senador democrata Charles Schumer considerou que existe um amplo apoio, inclusive em Wall Street, para um pacote com regulações “fortes e inteligentes”.

Entre os elementos contemplados pela iniciativa perante o Senado, está uma maior supervisão federal dos bancos e mercados de capital, além de fortes proteções para os consumidores.

A Casa Branca cortejou intensamente os republicanos moderados para conseguir a aprovação do plano reformista, entre eles os senadores Judd Gregg e Bob Corker.

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