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Mundo

Obama culpa o Senado

Arquivo Geral

07/02/2009 0h00

Ao nomear ontem 15 empresários, cure sindicalistas e acadêmicos como assessores independentes para ajudá-lo, formando o Conselho Assessor para a Recuperação Econômica, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mostrou que começa a perder a paciência com o Senado – onde o plano  enviado por ele ainda não foi aprovado. “É injustificável e irresponsável se agarrar a distrações e atrasos, enquanto milhões de americanos perdem seu trabalho. É hora de o Congresso agir”, apontou Obama.


O plano de estímulo foi aprovado na Câmara de Representantes, mas está travado no Senado, onde os republicanos e alguns democratas querem que envolva menos dinheiro e dedique mais fundos aos cortes tributários.


A versão do plano que tramita no Senado ronda os US$ 920 bilhões, que seriam distribuídos durante dois anos.


O programa econômico do governo é impulsionado pelos assessores diretos de Obama na Casa Branca e o Departamento do Tesouro, mas o presidente quis estabelecer um grupo independente de vozes que ofereça uma nova perspectiva. Essa visão será de responsabilidade do novo conselho, que inclui nomes como Paul Volcker, ex-presidente do Federal Reserve (FED, o banco central americano), Jeffrey Immelt,  chefe da General Electric; e Martin Feldstein, um dos economistas republicanos mais influentes dos Estados Unidos. “Vamos nos reunir de forma periódica para que eu possa ouvir ideias diferentes e aguçar as minhas, para obter conselhos sinceros e bem informados”, explicou Obama.


Pressão
Obama continua pressionando o Senado a agir o mais rápido possível para aprovar o pacote  de estímulo econômico.  “O povo americano está assistindo. Eles não nos colocaram aqui para afundarmos na lama com o mesmo velho atraso e distrações”, disse o presidente.


As declarações de Obama ecoaram –  em substância e tom – seus recentes comentários sobre a necessidade de estímulo econômico. Segundo ele, a economia do país se encontra em tal estado de fraqueza, que se não ocorrer uma ação rápida, outros milhões de empregos serão perdidos. “Este é o preço da inércia”, acrescentou o presidente.


Apesar de Obama ter pressionado por apoio bipartidário ao pacote de estímulo econômico, ele afiou sua retórica nos últimos dias, uma vez que os congressistas republicanos atacaram a proposta, classificando-a de “um instrumento inflado pelo proselitismo”.


Discussões
Ontem, o Senado  retomou as discussões sobre o pacote de estímulo econômico. O líder da maioria, o senador democrata Harry Reid, sugeriu  que as negociações em torno do que ele descreveu como “a grande emenda”, para reduzir e reestruturar o plano, poderiam abrir caminho para a votação final do pacote. Reid ameaçou invocar seus poderes para encerrar a discussão, colocando em funcionamento  instrumentos regimentais que podem obrigar a uma decisão final no começo da semana que vem.


Doze senadores moderados, de ambos os partidos, estão sugerindo  diminuir o custo total do pacote para  US$ 800 bilhões e colocar mais ênfase nos cortes de impostos. Liderado pela senadora republicana Susan Collins e pelo democrata Ben Nelson, o grupo analisou o projeto em busca de gastos com pouca possibilidade de causar um impacto econômico imediato.

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