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Obama anuncia retirada de 33 mil soldados até setembro de 2012

Arquivo Geral

22/06/2011 22h26

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quarta-feira que “começando no mês que vem e até fim do ano” 10 mil soldados serão retirados do Afeganistão e que até setembro de 2012 terão repatriado 33 mil militares.

 

 

Obama falava assim em discurso à nação da Casa Branca para explicar o calendário de retirada de soldados americanos do Afeganistão, onde na atualidade se encontram 100 mil soldados mobilizados.

 

 

“Este é o começo, não o final, de nosso esforço para acabar com esta guerra”, afirmou o presidente, que em dezembro de 2009 já tinha prometido que a retirada do Afeganistão começaria em julho de 2011.

 

 

Os 33 mil soldados representam o reforço encaminhado no ano passado ao Afeganistão para melhorar a segurança no país, deter o impulso talibã e contribuir para formar às forças afegãs, enquanto o resto voltará aos poucos para completar a retirada em 2014, a data estipulada na cúpula da Otan em novembro do ano passado em Lisboa.

 

 

A este respeito, indicou que em maio do outro ano será realizada em Chicago a cúpula da Otan, para dar forma às próximas fases da transição.

 

 

“Teremos que trabalhar duramente para manter as conquistas que obtivemos, à medida que retiramos nossas forças e efetuamos uma transição responsável para passar a segurança ao Governo afegão”, explicou o presidente americano.

 

 

Em sua mensagem, Obama assegurou que EUA começam sua retirada “de uma posição de força”, pois os talibãs perderam uma série de praças fortes e contou com a morte do líder da rede Al Qaeda, Osama bin Laden.

 

 

Quanto ao terrorista, Obama declarou que os documentos encontrados na residência onde morreu mostram que a rede terrorista Al Qaeda se encontra “sob grande pressão”.

 

 

O presidente americano indicou que nesses documentos Bin Laden “expressava preocupação que Al Qaeda tinha sido incapaz de substituir de modo efetivo terroristas experientes mortos e que Al Qaeda fracassou em seus esforços por retratar os EUA na guerra com o Islã”.

 

 

“Al Qaeda continua sendo perigosa e devemos estar atentos contra seus ataques, mas pusemos à Al Qaeda no caminho da derrota e não retrocederemos até que se tenha alcançado o trabalho”, assinalou.

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