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Número de mortos em ataque russo de segunda-feira no sul da Ucrânia sobe para 50

O balanço anterior mencionava 40 mortos

Redação Jornal de Brasília

06/11/2026 9h46

Foto: Reprodução/ Redes socias

O balanço do ataque russo que atingiu na segunda-feira um ponto de distribuição de ajuda humanitária no sul da Ucrânia subiu para 50 mortos, anunciaram nesta sexta-feira (6) os serviços de emergência, enquanto prosseguem as buscas por corpos entre os escombros.

Segundo Kiev, bombas guiadas, uma arma especialmente destrutiva, foram lançadas na segunda-feira pelo Exército russo contra um edifício de uma localidade situada a 15 quilômetros da frente de batalha, no momento em que acontecia uma distribuição de ajuda alimentar para os moradores.

“O balanço de vítimas do ataque aéreo russo contra a localidade de Komychuvakha, na região de Zaporizhzhia, em 2 de novembro, subiu para 50”, afirmou o Serviço de Situações de Emergência.

“Apesar das difíceis condições e da ameaça constante de novos ataques russos, as operações de busca e resgate continuam”, acrescentou.

A missão de observação da ONU na Ucrânia acusou na terça-feira o Exército russo de ou “saber que estava acontecendo uma operação de distribuição humanitária” ou “não ter tomado as medidas mais elementares para assegurar-se” antes de atacar o edifício.

As autoridades russas não fizeram qualquer comentário sobre o ataque, mas blogueiros militares afirmaram que o edifício atingido abrigava um ponto de deslocamento temporário de operadores de drones ucranianos.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, denunciou que o “ataque horrível” ocorreu justamente quando deveriam ser retomadas as negociações com Moscou para tentar acabar com a guerra.

As negociações entre os beligerantes, mediadas pelos Estados Unidos, estão programadas para a próxima semana em Abu Dhabi.

Em preparação para o encontro, representantes da Otan, dos Estados Unidos, da Ucrânia e aliados europeus se reuniram em Bruxelas para “avançar rumo a um fim justo e sustentável da guerra”, disse uma porta-voz da aliança militar.

AFP

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