A secretária de imprensa da Casa Branca, Katie Zacharia, que assumiu o cargo há menos de uma semana, minimizou o potencial da China porque é um país que, segundo ela, não dispõe de “banheiros adequados”.
Pequim reagiu com um convite à nova porta-voz da Casa Branca para visitar a China com mais frequência.
“Nós a convidamos a visitar a China com mais frequência, quando tiver oportunidade”, disse a porta-voz da diplomacia do país asiático, Mao Ning, com um leve sorriso, durante uma entrevista coletiva.
Katie Zacharia, de 41 anos, viveu na China na década de 2010 e, em uma entrevista na quinta-feira (15), lembrou que em 2016 a percepção geral era de que a China iria superar os Estados Unidos como potência.
“Nos diziam que Hillary (Clinton) ia ganhar. Os dias dourados ou os dias de glória dos Estados Unidos haviam acabado. Que a China estava despontando no horizonte”, disse a nova secretária de imprensa ao influenciador de direita Jack Posobiec durante um podcast.
“Eu lembro disso muito claramente, tinha acabado de voltar da China e pensava: ‘Como é que a China é o próximo país no horizonte? Eles nem têm banheiros adequados'”, acrescentou.
Em sua última visita à China, Trump afirmou ter construído uma relação de “grande amizade” com o presidente Xi Jinping.
Durante um encontro de cúpula em Washington, em setembro, os dois líderes falaram sobre temas como IA, comércio e o impasse na guerra do Irã. Os presidentes confirmaram que voltariam a se reunir neste ano.
Katie Zacharia conduziu sua primeira coletiva de imprensa na quinta-feira, incomumente breve, com duração de 15 minutos, e respondeu apenas às perguntas de três jornalistas.
A republicana ocupou o posto de Karoline Leavitt, uma firme aliada do presidente Donald Trump, que liderou uma estratégia de comunicação agressiva contra a imprensa tradicional e que deixou o cargo em agosto para passar mais tempo com a família após o nascimento de seu segundo filho.
A nova porta-voz da Casa Branca está no centro de uma polêmica e sob escrutínio por suas credenciais jurídicas depois que, na quinta-feira, pareceu reconhecer que não havia sido aprovada no exame da Ordem dos Advogados, requisito para exercer a profissão nos Estados Unidos.
Ela diz ser advogada e assessora jurídica de uma ONG conservadora da Califórnia. Também afirmou que trabalhou como advogada em um escritório em Pequim.
Questionada na entrevista de quinta-feira sobre sua experiência jurídica, Katie Zacharia afirmou que se inscreveu para prestar o exame, mas estava “distraída e sobrecarregada” com os planos de se mudar para a China com o marido.
Ela explicou que não voltou a prestar o exame ao retornar aos Estados Unidos devido ao nascimento de seu primeiro filho.
AFP