O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu nesta segunda-feira (2) a formação de uma ampla coalizão de governo sem os partidos árabes, liderada por ele já que seu partido, Likud, obteve o maior número de cadeiras.
“A opinião pública em Israel não quer um governo que dependa do Raam e da Lista Unificada”, declarou em um comunicado publicado no canal Telegram do Likud, citando os partidos árabes que obtiveram um número recorde de cadeiras.
As eleições de 27 de outubro não resultaram em uma maioria, nem para a coalizão de Netanyahu (53 cadeiras), nem para o bloco opositor liderado pelo centrista Gadi Eisenkot (48).
As declarações de Netanyahu foram divulgadas horas antes da primeira reunião do bloco opositor após as eleições para tentar formar uma maioria de 61 cadeiras.
A principal incógnita é o papel que poderiam desempenhar as listas árabes, que conquistaram um recorde de 19 cadeiras.
Dentro do bloco opositor, o líder da esquerda, Yair Golan, é favorável a uma aliança com esses partidos, mas o da direita, Avigdor Liberman, é contra.
Yashar, o partido de Eisenkot, não descartou isso claramente, e não se sabe ao certo o que pensa o partido Juntos (centro-direita).
Todas essas formações afirmaram, no entanto, que pretendem indicar Eisenkot como futuro chefe de governo ao presidente, Isaac Herzog. Os partidos árabes também o insinuaram.
AFP