O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta sexta-feira (23) que o Exército lançará operações de grande escala, incluindo a evacuação de habitantes palestinos, em resposta ao ataque que matou dois soldados israelenses em Hebron, no sul da Cisjordânia ocupada.
Os dois militares, de 20 e 23 anos, morreram em um ataque perpetrado por dois homens armados, informou o Exército israelense. Outros três soldados sofreram ferimentos leves. Os dois agressores foram mortos.
Durante uma visita a Hebron, Netanyahu afirmou que, no bairro de onde vieram os autores do ataque, as forças israelenses “retirarão os moradores e irão de casa em casa”.
Tanto Netanyahu quanto o ministro da Defesa, Israel Katz, compararam as operações planejadas com as realizadas em acampamentos de refugiados no norte da Cisjordânia, como Jenin e Tulkarem.
Nessas áreas, o Exército israelense deslocou mais de 30.000 pessoas e conduziu operações devastadoras, com o uso de veículos blindados e até mesmo um ataque aéreo no final de agosto, em Jenin.
“Aplicaremos o modelo ofensivo e bem-sucedido que colocamos em prática nos acampamentos de refugiados urbanos”, declarou Netanyahu em uma mensagem de vídeo, na qual apareceu vestindo um colete à prova de balas.
Por sua vez, Katz escreveu no X que “o modelo do acampamento de refugiados de Jenin chega a Hebron” e assegurou que os bairros de onde partiram os autores dos ataques serão evacuados e que suas “infraestruturas terroristas” serão destruídas.
Além das operações em Hebron, Netanyahu anunciou que poderia lançar uma campanha militar na Cisjordânia de uma dimensão inédita em seis décadas.
AFP