Segundo Sylvan Mghanga, porta-voz da autoridade portuária da cidade, o atraso se deve ao fato de a embarcação estar com apenas um motor funcionando.
A tripulação, com 17 ucranianos, três russos e um letão, terá a assistência médica necessária, mas a porta-voz garantiu que todos estão bem.
O russo Vladimir Kolobkov, capitão do navio, morreu devido a um ataque cardíaco durante o cativeiro, enquanto diversos marinheiros ainda precisam de atendimento médico.
Mghanga evitou fazer comentários sobre as condições da chegada do navio, afirmando que o assunto só será tratado pelo Ministério da Defesa do Quênia.
O “Faina”, capturado dia 25 de setembro do ano passado no golfo de Áden, causou grande polêmica devido à incógnita sobre o destino de sua carga: 33 tanques de guerra T-72 e outros veículos militares.
Enquanto o Quênia assegura que o armamento é para seu Exército, outras fontes, incluindo diplomatas, asseguraram que o carregamento tinha como destino final o sul do Sudão, território em que há um embargo de armas por parte da ONU.
Se isso ocorrer, o Governo queniano terá violado sua neutralidade no país e o papel de mediador no acordo de paz de 2005, que encerrou a guerra entre o Governo de Cartum e os rebeldes do sul do Sudão, que agora governam essa região autônoma.
O “Faina”, cuja libertação custou cerca de US$ 3,2 milhões à empresa proprietária, foi um dos sequestros mais alarmantes realizados pelos piratas somalis, que ainda mantêm 12 embarcações em seu poder.