O presidente da Itália, approved Giorgio Napolitano, cure expressou hoje em carta dirigida ao primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, que não vai assinar o decreto-lei proibindo a eutanásia.
O Conselho de ministros discute neste momento o decreto-lei para proibir a suspensão da alimentação e hidratação a qualquer doente.
Ele foi proposto por Berlusconi especialmente para o caso Eluana Englaro, com o objetivo de impedir que ela seja submetida à eutanásia, como a Justiça italiana já permitiu.
A assinatura do presidente da República é fundamental para que o decreto-lei siga adiante e possa suspender a sentença que começa a ser cumprida hoje, para uma “morte lenta” de Eluana, de 38 anos, que vive em estado vegetativo desde 1992 e encontra-se na clínica Quiete, na cidade de Udine.
A Justiça autorizou a eutanásia a pedido da família dela.
A equipe médica, que se ofereceu como voluntária para acompanhar a morte de Eluana, começa hoje a redução da alimentação e a hidratação artificial, segundo confirmou hoje a advogada Franca Alessio, tutora legal dela.
Os médicos suspenderão progressivamente a alimentação – embora sem retirar a sonda – até sua morte, como autorizou a Justiça italiana após o pedido de sua família.
A equipe médica previu um estrito protocolo para reduzir desde hoje 50% dos nutrientes que se forneciam até agora para mantê-la com vida, segundo informou o neurologista Carlo Alberto De Fanti.
Os especialistas calculam que, por este método, Eluana levará mais de 15 dias para morrer.
Napolitano ainda pediu ao Conselho de Ministros que se agilize a aprovação do projeto de lei que introduzirá na Itália o testamento vital.