O presidente boliviano, Evo Morales, rejeitou nesta sexta-feira a resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU que autoriza o uso da força para impedir ataques a civis na Líbia, e advertiu para uma intervenção militar no país porque, segundo ele, gerará mais mortes.
Morales, que teve relações amistosas com o ditador líbio, Muammar Kadafi, assegurou que o conflito desse país é “ideológico, político, social”, e “deve ser resolvido de maneira pacífica”, segundo declarações divulgadas pela agência oficial “ABI”.
“Rejeitamos qualquer intervenção militar, porque isso vai gerar mais mortes. Essa não é a solução”, insistiu Morales, e garantiu que se os Estados Unidos ou a Otan intervierem militarmente na Líbia “não será para proteger as vidas, mas para se apossar dos recursos naturais desse país”.
“Esse Conselho não é de segurança mas de insegurança, porque vai gerar mais mortes e não vai gerar segurança para a população”, disse Morales, que recebeu o “Prêmio Kadafi de Direitos Humanos” antes de ser presidente, segundo a imprensa boliviana.
O líder também assegurou que o Conselho “só cuida dos interesses das grandes potências e não dos povos”.