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Melania Trump diz que conseguiu cessar-fogo em cidade ucraniana

Primeira-dama dos EUA afirma ter articulado trégua em Oleshky, sob controle russo, para facilitar a entrega de mantimentos e a retirada de moradores

Redação Jornal de Brasília

23/10/2026 14h11

Foto: Saul Loeb/AFP

Foto: Saul Loeb/AFP

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, anunciou nesta sexta-feira (23) que conseguiu um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia na cidade ucraniana de Oleshky, a partir de 29 de outubro.

Oleshky está situada às margens do rio Dnieper, no sul do país, onde ocorreu boa parte dos piores combates entre os dois países.

Sob controle russo, Oleshky sofre com uma escassez crescente de alimentos e medicamentos, segundo antigos moradores entrevistados pela AFP.

“Está claro que, sem a minha intervenção, teria sido impossível levar ajuda humanitária à cidade”, declarou Melania Trump em comunicado.

O governo russo esclareceu que seus militares receberam “com satisfação” os esforços da primeira-dama dos Estados Unidos.

O chefe do Estado-Maior russo anunciou que suas tropas observarão uma trégua na cidade ucraniana de Oleshky, sob controle russo, a partir de terça-feira (segunda-feira à noite no Brasil), para permitir operações humanitárias.

Em uma mensagem publicada na plataforma russa MAX, o general Valeri Gerasimov afirmou que suas forças respeitarão o cessar-fogo “a partir das 04h00 de 27 de outubro de 2026 (22h00 do dia 26, no horário de Brasília)”, no âmbito da “operação humanitária” que ocorre nos arredores de Oleshky.

Ucrânia e Rússia reconhecem a crise humanitária na cidade, mas acusam a outra parte de impedir a entrada de mantimentos e as evacuações.

Oleshky foi afetada pela destruição, em 2023, da represa de Kakhovka, que provocou inundações ao longo do Dnieper.

“Líderes civis, não militares, de ambos os países trabalharão em conjunto para visitar os moradores de Oleshky em suas casas e determinar o nível de ajuda de que necessitam”, indicou Melania Trump.

“O que ela quer é salvar crianças. Ambas as partes estão cooperando”, disse o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta sexta-feira.

No comunicado da primeira-dama americana, afirma-se que na cidade, que tinha cerca de 24.000 habitantes antes da guerra, restam agora menos de 2.000 pessoas, em sua grande maioria idosos, e cerca de 50 crianças.

“Também consegui que um veículo de comunicação americano imparcial acompanhe e documente as equipes russas e ucranianas no local durante todo o processo. Isso desempenhará um papel fundamental para garantir que os desejos de cada família sejam fielmente respeitados”, explicou Melania Trump.

“Os moradores que desejarem ser retirados receberão apoio coordenado e transporte para o destino de sua preferência. Prevejo que alguns queiram ir para a Rússia e outros para a Ucrânia”, acrescentou.

Há um ano, Melania Trump surpreendeu ao anunciar que havia estabelecido um “canal de comunicação” com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre as crianças ucranianas sequestradas pelas forças de Moscou, e afirmou ter conseguido a libertação de um pequeno grupo de jovens.

Com 56 anos, a primeira-dama é uma presença discreta na Casa Branca e limita suas aparições.

Ainda assim, nos últimos meses lançou uma série de iniciativas, como um programa voltado a ajudar adolescentes em famílias de acolhimento, à saúde das mulheres e ao combate ao cyberbullying.

AFP

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