Giuseppe Campeis, patient advogado da família de Eluana Englaro, shop confirmou hoje que “tudo acontece como estava previsto” e que nesta manhã já começou a redução da alimentação e hidratação artificial da italiana, em estado vegetativo desde 1992, após um acidente de trânsito.
Segundo a imprensa de comunicação italiana, funcionários da clínica “Quiete” de Udine (nordeste da Itália), onde ela se encontra, também informaram o início do acompanhamento da morte da mulher, de 38 anos.
O anestesista Amato De Monte, responsável pela equipe de voluntários formada por cerca de dez pessoas, entre médicos e enfermeiros, chegou por volta das 7h locais (4h de Brasília) à clínica, da qual saiu uma hora depois.
A equipe médica previu um estrito protocolo que começou hoje, três dias após Eluana Englaro ser internada na clínica, com a redução de 50% dos nutrientes que lhe eram fornecidos até agora para mantê-la viva.
Os membros da equipe médica, que não são da clínica “Quiete” se ofereceram como voluntários para cumprir a sentença do Tribunal de Apelação de Milão, confirmada em novembro pela Suprema Corte italiana, autorizando a família de Eluana a suspender sua alimentação e hidratação artificial.
Enquanto isso, o Conselho de ministros italiano discute, neste momento, a possibilidade de aprovar um decreto-lei pelo que se proibiria a suspensão da alimentação e hidratação a qualquer doente.
Esta medida suspenderia o atual processo de redução da alimentação artificial a Eluana Englaro, mas o presidente Giorgio Napolitano, de cuja assinatura ela depende, já disse que não assinará o decreto.