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Mundo

Manifestantes em Mumbai pedem até guerra ao Paquistão

Arquivo Geral

03/12/2008 0h00

Uma semana após o massacre terrorista de Mumbai, mind dezenas de milhares de indianos tomaram as ruas hoje em torno do hotel Taj Mahal, sale epicentro dos ataques, cantando slogans e até pedindo guerra contra o Paquistão e a classe política indiana.


“Queremos ação, não resignação”, dizia um dos numerosos cartazes que levavam os manifestantes.


Hindus, muçulmanos e até estrangeiros acenderam velas em memória dos 188 mortos nos ataques terroristas.


Embora alguns cartazes pedissem paz, como “Unidade na diversidade”, muitas conclamavam ataques ao Paquistão, como “Falemos a linguagem que entendem, a guerra” ou “Quando atacaremos Paquistão?”.


A multidão entoava freqüentes slogans contra a potência nuclear rival, como “Morte ao Paquistão”.


“Queremos paz, não queremos política em nossa vida. Mas se o Paquistão quer lutar, que venha; lutemos um contra um, não pelas costas, nossa gente está lista para isso”, disse à agência Efe um dos manifestantes, Ravindra Singh, morador de Mumbai.


Muçulmanos, que participaram em bom número da manifestação, já mostraram repulsa aos ataques por meio do Conselho Islâmico da Índia, que se negou a enterrar os terroristas ou a rezar por eles.


“Estes terroristas mataram muitos inocentes e derramaram rios de sangue. Não podem ser muçulmanos nem seguidores do Islã”, declarou o presidente do conselho, Ibrahim Tai, segundo a agência “Ians”.


Outros pontos do país como Hyderabad, Chennai e Bangalore, Calcutá e a capital, Nova Délhi, também tiveram concentrações para lembrar as vítimas.


Segundo a “Ians”, em Calcutá, capital cultural da Índia, os manifestantes queimaram uma bandeira paquistanesa na College Street, que reúne um enorme mercado de livros novos e antigos.


Embora desde o fim dos ataques, Mumbai pareça ter recuperado a normalidade, as televisões se encheram de analistas e representantes da classe alta exigindo ação a seu Governo, em meio a uma troca de acusações e exigências com o Paquistão. EFE

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