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Macron defende uma ‘coalizão’ contra os ‘extremos’ na eleição presidencial na França

Macron chegou ao poder em 2017 com uma candidatura de centro, que enfraqueceu o bipartidarismo entre o Partido Socialista (esquerda) e a tradicional legenda de direita, representada atualmente pelo partido Os Republicanos (LR)

Redação Jornal de Brasília

05/11/2026 10h11

Foto: BERTRAND GUAY / AFP

Foto: BERTRAND GUAY / AFP

O presidente francês, Emmanuel Macron, defende uma “coalizão” que vá da centro-esquerda à direita para a eleição presidencial de 2027, em um momento em que candidatos de extrema direita e da esquerda radical lideram as pesquisas, informou uma fonte próxima a ele à AFP nesta quinta-feira (5).

Macron chegou ao poder em 2017 com uma candidatura de centro, que enfraqueceu o bipartidarismo entre o Partido Socialista (esquerda) e a tradicional legenda de direita, representada atualmente pelo partido Os Republicanos (LR).

No entanto, após dois mandatos consecutivos, ele não pode mais se candidatar à eleição presidencial, prevista para 18 de abril e 2 de maio do ano que vem. Segundo as pesquisas, a ultradireitista Marine Le Pen venceria o líder da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, em um eventual segundo turno.

Macron “não se resigna a um duelo” entre Le Pen e Mélenchon, afirmou esse interlocutor habitual do presidente de centro-direita, que pediu anonimato, confirmando informações que circularam na imprensa.

O chefe de Estado francês defenderia, assim, uma “lógica de coalizão” que abrangeria desde o candidato social-democrata Raphaël Glucksmann até o aspirante de direita liberal David Lisnard, deixando de fora os candidatos da esquerda e da extrema direita.

“No que diz respeito à Europa, ao Estado de direito, à economia de mercado e à rejeição dos extremos, o que une figuras como Lisnard e Glucksmann é mais forte do que aquilo que as divide”, acrescentou o aliado do mandatário.

Desde as eleições legislativas antecipadas de 2024, a Assembleia Nacional (câmara baixa) encontra-se dividida em três blocos: esquerda, centro-direita e extrema direita. O governo de Macron, sem maioria, apoiou-se na direita para conseguir governar.

No entanto, esse bloco conta com vários candidatos à presidência e carrega o legado impopular do presidente, o que, por ora, os impede de chegar ao segundo turno. Seu ex-primeiro-ministro Édouard Philippe é quem aparece com mais chances, embora em terceiro lugar.

Philippe recusa-se a participar de primárias para definir um candidato único do centro e da direita, conforme solicitado por seus rivais: o também ex-primeiro-ministro e líder do partido macronista, Gabriel Attal, e o conservador e chefe do LR, Bruno Retailleau.

AFP

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